Aguarde, carregando...

Sábado, 17 de Outubro 2026
Notícias/Justiça

Acusados por crimes sexuais contra vítimas surdas no Norte catarinense são condenados

Justiça acolhe denúncia do MPSC e aplica penas que somam mais de 54 anos de prisão pelos crimes cometidos.

Acusados por crimes sexuais contra vítimas surdas no Norte catarinense são condenados
foto divulgação
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Abusos sexuais cometidos ao longo de anos contra duas vítimas surdas resultaram na condenação de dois homens em município do Vale do Itapocu, após ação penal pública ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), na qual os réus foram acusados por crimes praticados contra as vítimas durante a infância e a adolescência. 

Conforme sentença da 1ª Vara Criminal da comarca, os acusados foram condenados pelos crimes de estupro de vulnerável e, em relação a um dos réus, também por importunação sexual. A Justiça reconheceu ainda a prática de estupro de vulnerável, exploração sexual de adolescente e tentativa de exploração sexual de adolescente, condenando os acusados a penas que somam 29 anos e oito meses e 24 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, respectivamente, em regime fechado. 

Além das penas privativas de liberdade, os condenados foram responsabilizados solidariamente pelo pagamento de indenização mínima de R$ 10 mil para cada vítima, a título de reparação pelos danos morais sofridos. A decisão também manteve a prisão preventiva dos réus, evidenciando a gravidade concreta dos crimes, a pluralidade de vítimas e a reiteração das condutas reconhecidas no processo. 

A inicial acusatória da 5ª Promotoria de Justiça apontou que os abusos envolveram atos libidinosos, exploração sexual de adolescente e outras condutas de natureza sexual cometidas mediante o aproveitamento da relação de confiança, da proximidade comunitária e, em um dos casos, da autoridade exercida pelo acusado na condição de professor. 

A denúncia do MPSC descreveu que os fatos contra uma das vítimas se prolongaram de 2010 a 2021 e que os atos atribuídos ao companheiro do professor começaram em 2017 e continuaram até aproximadamente 2023. 

De acordo com a decisão judicial, uma das vítimas relatou ter sofrido abusos desde os 12 anos de idade, inicialmente em ambiente escolar e, posteriormente, em outros locais frequentados pelos acusados. Já a segunda vítima apontou episódios de importunação e toques indevidos durante a infância, além de investidas de cunho sexual ocorridas na adolescência. Para o Promotor de Justiça Guilherme Luis Lutz Morelli, titular da 5ª Promotoria de Justiça, "a condenação representa o reconhecimento, pelo Poder Judiciário, da gravidade dos crimes praticados contra vítimas que se encontravam em condição de especial vulnerabilidade". 

FONTE/CRÉDITOS: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC - Correspondente regional em Joinville

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR