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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026

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Marco Rubio rebaixa Brasil e isola Planalto na América Latina

Em duro depoimento ao Senado americano, chefe da diplomacia de Trump coloca o governo brasileiro no mesmo patamar de Cuba e Venezuela

Marco Rubio rebaixa Brasil e isola Planalto na América Latina
Foto U.S. Embassy Jerusalem / Creative Commons
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Em depoimento prestado ao Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou formalmente que o Brasil comandado pelo governo atual figura como uma das exceções na lista de nações aliadas e parceiras de Washington no hemisfério ocidental. 

A fala do chefe da diplomacia da gestão de Donald Trump evidencia o nítido distanciamento ideológico e estratégico entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca.

Durante sua manifestação parlamentar, Rubio celebrou a consolidação de uma robusta coalizão de países amigos na região, composta por mais de uma dezena de governos alinhados em pautas cruciais como cooperação em segurança pública e promoção da prosperidade econômica de livre mercado. 

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No entanto, o secretário foi cirúrgico ao delimitar as fronteiras desse bloco de cooperação com os americanos, isolando diplomaticamente a atual condução do Estado brasileiro.

É uma história impressionante a de que, basicamente, com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela… e, claro, do Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral, nós temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos“, asseverou Marco Rubio aos senadores americanos.

A inclusão do Brasil no mesmo grupo de regimes de esquerda radical da América Latina ocorre em paralelo a um endurecimento das políticas comerciais americanas voltadas para a proteção de seu próprio mercado. 

Recentemente, a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelas autoridades dos EUA sugeriu a aplicação de uma sobretaxa aduaneira de 25% sobre a entrada de diversos produtos brasileiros em território norte-americano.

A sinalização de isolamento dada por Washington provocou forte reação de Luiz Inácio Lula da Silva. 

Em discurso realizado em Catalão, no estado de Goiás, o petista atacou abertamente o chefe do Departamento de Estado norte-americano, classificando Marco Rubio como um líder “anti-América Latina” e alegando que ele não nutre simpatia pelo Brasil. 

O presidente brasileiro admitiu que já havia levado essa queixa diretamente a Donald Trump no início do mês de maio.

Apesar do forte atrito institucional com o Poder Executivo brasileiro, a direita americana tem mantido canais abertos e amistosos com a oposição conservadora do país. 

No final de maio, o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda oficial em Washington, onde foi recebido pelo próprio Marco Rubio e pelo vice-presidente eleito JD Vance. 

O alinhamento mútuo foi chancelado pelo próprio Donald Trump que, ao quebrar o silêncio sobre a visita, publicou uma foto ao lado do parlamentar brasileiro na Casa Branca, definindo-o publicamente como “um jovem inteligente que ama muito o seu país”.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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