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Sexta-feira, 29 de Maio de 2026

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Em Portugal, manobra jurídica solta ‘Hulk’, perigoso chefão do PCC

Condenado a 29 anos de prisão no Brasil, barão do tráfico usou brecha em pedido de asilo

Em Portugal, manobra jurídica solta ‘Hulk’, perigoso chefão do PCC
Foto redes sociais
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O Tribunal da Relação de Lisboa abriu as portas da cadeia para Ygor Daniel Zago, o “Hulk”, apontado pelas forças de segurança como uma das mentes financeiras do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Beneficiado por um vácuo na legislação portuguesa, o criminoso conseguiu travar sua extradição para o Brasil utilizando um pedido de asilo político, manobra que esgotou o prazo máximo de sua prisão preventiva no exterior e forçou sua libertação imediata.

No Brasil, o histórico de “Hulk” é marcado por uma condenação pesada de 29 anos de reclusão e acusações que envolvem lavagem de dinheiro, corrupção ativa e chefia de organização criminosa. 

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Investigado pelo Ministério Público e pelo Gaeco, ele é apontado como peça-chave em um esquema bilionário de adulteração de combustíveis com metanol e blindagem de postos de gasolina a serviço do crime organizado, além de operar rotas transatlânticas para o escoamento de cocaína.

Antes de ser capturado pela Polícia Judiciária de Portugal, o operador da facção desfrutava de uma rotina de ostentação e impunidade na Riviera Portuguesa. 

Zago fugiu do território brasileiro utilizando documentos falsos, passando pelo Peru e pela Itália, até se instalar em um condomínio de alto luxo em Cascais. 

Diante da justiça europeia, o condenado tentava se passar por um pacato “diretor de logística”.

Agora, enquanto o recurso administrativo contra a rejeição de seu asilo tramita sem data para acabar, o integrante do PCC aguardará a decisão final fora das grades. 

Como garantia de que não irá desaparecer, a justiça de Portugal impôs apenas medidas restritivas que dependem da boa vontade do réu: a entrega do passaporte brasileiro em 48 horas, a proibição de deixar o país e a obrigação de se apresentar diariamente a uma esquadra policial.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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