O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais para cobrar publicamente que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), dê prosseguimento ao pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A movimentação de Nikolas ocorre em meio a novos desdobramentos de uma investigação da Polícia Federal (PF), que encontrou registros citando o magistrado no aparelho celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A indignação do parlamentar foi manifestada na plataforma X, onde ele criticou a postura da presidência da Casa revisora diante das recentes revelações. “Inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado”, publicou Nikolas, complementando que “Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!”.

A ofensiva contra o ministro ganha reforço com a iniciativa do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). O congressista confirmou que um novo requerimento de impedimento está sendo elaborado para protocolo imediato. De acordo com Van Hattem, o cenário atual exige uma resposta institucional.
“Já estamos redigindo o impeachment de Dias Toffoli para protocolar imediatamente”, afirmou. “Impossível o país assistir a um absurdo desses sem que se tomem as devidas providências. Impeachment de Toffoli, já!”.
Essa nova onda de pressão parlamentar surge após tentativas frustradas no início do ano. Em janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu pelo arquivamento de três representações enviadas pela oposição, que visavam retirar Toffoli da relatoria de processos específicos.
Na ocasião, nomes como Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline De Toni (PL-SC) apontaram conflito de interesses em uma viagem do ministro a Lima, no Peru, realizada junto ao defensor de um dos investigados.
Ao rejeitar tais pedidos sem entrar na análise do mérito, Gonet justificou que as situações reportadas já eram alvo de monitoramento interno no STF, contando com o acompanhamento da própria Procuradoria-Geral da República. Na visão do PGR expressa no despacho, “O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República”, concluindo que “Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento.”

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