Na manhã desta quinta-feira (21/05), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio à investigação presidida pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagrou a Operação “Smart”, em investigação que apura a facilitação do ingresso de dispositivos eletrônicos o interior da Unidade de Detenção Provisória (UDP), anexa ao Complexo Penitenciário da Agronômica, em Florianópolis.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de um afastamento de sigilo bancário expedidos pela Vara Estadual das Organizações Criminosas, contra suspeito de facilitar ingresso de dispositivos eletrônicos na unidade prisional. Durante as buscas houve uma prisão em flagrante pela posse de 2,847 Kg de maconha. Também foram apreendidos balanças de precisão, material para embalar drogas e aparelhos de telefonia celular.
A ação do GAECO teve início após a apreensão administrativa por parte da Polícia Penal, realizada na Penitenciária de Florianópolis, de um smartwatch equipado com chip e carregador, em posse, a princípio, de integrante da organização criminosa. Durante o procedimento padrão de conferência da Polícia Penal foi localizado o referido dispositivo com os demais itens, intencionalmente dissimulados, ficando ocultos o que deixa evidente a intenção de burlar sistemas de revista naquela unidade prisional.
As apurações revelaram a existência de um possível esquema estruturado voltado à facilitação do ingresso de dispositivos eletrônicos proibidos na Unidade de Detenção Provisória (UDP), com participação do investigado na operação.
Na operação o GAECO conta com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI) por intermédio da Corregedoria e também por agentes de Inteligência da Polícia Penal que auxiliam as equipes designadas no cumprimento das ordens judiciais.
Os objetos apreendidos serão encaminhados para Polícia Científica que realizará uma perícia especializada para análise técnica e extração de dados e posteriormente enviará para análise da equipe de investigação.
A investigação tramita em sigilo. Assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.
Operação Smart
A denominação da operação remete à ideia de inteligência e uso de tecnologia, características diretamente relacionadas ao objetivo da operação, que é combater o ingresso de dispositivos eletrônicos em uma Unidade de Detenção.

Para fazer frente à Vara Estadual de Organizações Criminosas, o MPSC implementou um modelo inovador de trabalho. A 39ª Promotoria de Justiça, que já atuava no combate às organizações criminosas na Grande Florianópolis, passou a ter abrangência em todo o estado e é responsável por investigar e processar crimes ligados a facções criminosas. A proposta é intensificar o combate a crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e ocultação de capitais, com mais inteligência, agilidade e resolutividade.
A 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital foi ampliada e agora conta com cinco Promotores de Justiça de entrância especial. A unidade tem uma estrutura própria e diferenciada em termos de equipamentos, equipe e segurança. Um coordenador foi designado dentre os cinco Promotores de Justiça titulares e tem como atribuições, por exemplo, a distribuição dos procedimentos entre os membros e a interlocução com o Poder Judiciário, Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar, Advogados e demais interessados.
GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.

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