Quem nunca viu e ouviu, políticos brasileiros e artistas falando maravilhas do regime cubano?
Houve um tempo, antes de Fidel Castro, em que Cuba era a pérola do Caribe, com grande produção de açúcar e de charutos, mas principalmente como destino turístico que atraía gente do mundo inteiro, com cassinos elegantíssimos, orquestras fabulosas e grandes hotéis. Hoje está tudo em ruínas, parece um museu a céu aberto. Até os novos hotéis estão sentindo a atual situação.
Sob o regime de Fidel Castro, Cuba foi levando, com o dinheiro da União Soviética. Mas, quando a URSS acabou e a Rússia estava com outros problemas, o benfeitor se tornou o regime venezuelano, de Hugo Chávez e, depois, Nicolás Maduro, com petróleo de graça em troca de domínio político na Venezuela. Só que agora os bolivarianos não estão mais lá para ajudar. Nem mesmo o México, com presidente de esquerda, consegue fazer algo, porque Donald Trump disse que eles têm de escolher entre o comércio com os Estados Unidos ou com Cuba.
Cuba está nas últimas.
Muitos brasileiros de esquerda iam lá para fazer a colheita de cana, ajudar a revolução. Hoje é o contrário: os cubanos estão fugindo, para o Brasil e para outros países melhores. A Flórida, por exemplo, está cheia de cubanos: o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, é filho de cubanos. Eles vão para outros países, de preferência de língua espanhola, mas muitos escolhem o Brasil, tanto que eles lideram os pedidos de asilo por aqui. No primeiro semestre deste ano, de cada dez solicitações, seis eram de cubanos: 59,3%, ou 20.372 de um total de 34.346 pedidos. Em segundo lugar, muito atrás, vêm os venezuelanos; em terceiro, os da República Democrática do Congo. No ano passado inteiro, foram 41.919 pedidos só de cubanos, ou 55% do total.

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