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Segunda-feira, 27 de Julho 2026
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QUANDO AS ACUSAÇÕES CHEGARAM À CÂMARA DOS DEPUTADOS, O SILÊNCIO FOI ROMPIDO

Vou continuar defendendo os meus direitos, inclusive, os de manifestar-me, dar minha opinião...

QUANDO AS ACUSAÇÕES CHEGARAM À CÂMARA DOS DEPUTADOS, O SILÊNCIO FOI ROMPIDO
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CALDO ENTORNOU

O relatório da CPI da Pandemia – um punhado de achismos e intenções veladas – ainda vai dar pano pra manga e colocou Senado e Câmara dos Deputados em rota de colisão.

O fato de Renan Calheiros – o probo – pedir o indiciamento de deputados por opiniões e manifestações – tal qual um inquisidor – reverberou na Câmara dos Deputados na noite de ontem.

NÃO PODE TUDO

O Presidente da Casa – Arthur Lira – leu uma manifestação com termos duros em defesa dos colegas.

Citou – entre outras coisas:

- O desvio da CPI na sua finalidade.

- O comportamento dos integrantes como juízes.

- A conduta inquisitória e acusatória – fugindo aos ditames preconizados no caso

- Os exageros cometidos – como se um senador fosse uma figura intocável e praticamente um deus.

No meio do pronunciamento, disparou:

“Ainda que sejam graves os fatos investigados, uma CPI não pode se converter em um instrumento inquisitorial de exceção, infenso a controle e dotado de poderes exorbitantes ou ilimitados”, disparou o presidente da Câmara. “Nenhuma autoridade pode atuar assim”, avisou.

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

O Brasil vive um momento de terror em termos de liberdade de expressão.

Perseguições do judiciário, grupelhos de extremistas e nem por isso houve manifestação do Legislativo brasileiro.

A Câmara dos Deputados já poderia ter dado um basta no “modus extrapolandis”do Ministro Alexandre de Moraes e de outros menos cotados.

No entanto, o que se viu foi um “quedar-se silente”, enquanto a água não bateu no traseiro parlamentar.

Dias sombrios pela frente se nada for feito.

HÁ CASOS E CASOS

Enquanto o Supremo Tribunal Federal se preocupa com frivolidades, a corte abandonou o combate a corrupção.

Gostem ou não, a força dos poderosos da política acabou com a lava-jato, convencendo até Ministros do STF – nos mesmos moldes do que ocorreu na Itália (leiam a história, pesquisem).

Hoje – ao Supremo – é muito mais cômodo perseguir as opiniões contrárias, é mais fácil e oferece menos riscos.

NÃO DEFENDO AMEAÇAS

Vamos deixar bem claro que o tema aqui é: DIVERGÊNCIA DE OPINIÃO, POSICIONAMENTO.

Não concordo e nem coaduno com a utilização de termos chulos, ofensivos, injuriosos ou que se voltem à integridade física de quem quer que seja, mas também não concordo com Ministros da mais alta corte do país que praticam atos juridicamente ilegais.

A afirmação não é minha e sim dos mais abalizados juristas do Brasil.

É preciso uma correção de rumo, antes que a coisa degringole de vez.

EM DEFESA

É preciso defender o meu direito de discordar, ter opinião própria, manifestar-me sobre determinados comportamentos e isso nos mesmos moldes de quem acha que pode tudo, inclusive, proibir ou se queixar.

Se continuarmos praticando “a aceitação de cordeiro que vai ser imolado”, a tendência é de piorar a cada dia.

Como diz o padre naquele momento inesquecível:

“Fale agora ou cale-se para sempre”

FONTE/CRÉDITOS: Redação

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