INSUPERÁVEIS NAS INCONGRUÊNCIAS
O Instituto de Pesquisas IPEC, o mesmo que divulga dados informando que o ex-presidiário lidera as intenções de votos, saiu com uma novíssima:
Segundo o órgão 37% dos brasileiros se considera de centro no espectro político.
Vai além: 35% se considera de direita.
Mais: 26% se identifica com os valores da esquerda.
Diante de tais dados, posso afirmar (sem medo de errar), o seguinte:
A direita não vota na esquerda, certo?
Quem é de centro, vota na esquerda? Nem a pau, Juvenal!
Assim sendo, os números das pesquisas das intenções de votos estão corretos?
Ou serão os percentuais de agora que são mentirosos?
Vamos lembrar que o IPEC é o antigo IBOPE, ou seja, o mesmo DNA.
SEM GRANA
Na campanha eleitoral nacional e até aqui no Estado de Santa Catarina, a queixa é a mesma: os recursos andam parcos.
Em que pese o bilionário fundão eleitoral (que nunca chega na maioria dos lugares), o queixume é com os custos de campanha e a falta de dinheiro.
O PT foi o primeiro a choramingar e tentar a emissão de uma nota promissória para o marqueteiro – que pulou fora.
O PL também está apontando para a grana curta e altos custos da campanha. Fala até em preocupação muito forte num eventual segundo turno.
A pergunta é: onde os partidos enfiaram o dinheiro?
AQUI
Em Santa Catarina, o marqueteiro/estrategista do candidato à reeleição Carlos Moisés – por falta de grana – saiu à francesa.
Moisés achou que o MDB faria um “belo aporte de recursos, já que é aliado” e ouviu um sonoro “NÃO TEM DINHEIRO” da direção nacional.
O PL avisou e faz tempo, que: não há dinheiro para candidaturas estaduais.
Tudo isso são rusgas para desentendimentos internos e muita fofoca.
Acusações de privilégios sobram em todos os cantos e apontam até que “fulano recebeu, beltrano também, mas cicrano ficou vendo navios.
Nas coligações, a coisa se transforma num ringue de partido contra partido.
Impressionante!
SEMPRE FALEI
Dinheiro não significa que o candidato será eleito, mas sem o vil metal, a derrota o espera na esquina.
Campanha eleitoral carece de planejamento estratégico, estrutura de campanha e independência financeira.
Muitos aceitaram o desafio da disputa porque estavam de olho no “fundão eleitoral”.
Achavam que com tanto dinheiro aprovado pelo Congresso Nacional, no mínimo, sobraria algum para as candidaturas.
Os partidos priorizaram: Presidência, Governadores e Deputados Federais.
O resultado? Não sobrou!
Para piorar, a internet que poderia se transformar em excelente ferramenta, acabou virando problema.
Pela falta de grana é que as campanhas andam tímidas, apáticas.
SEM MOISÉS
Recebi na minha caixa de correspondência, o material de campanha do candidato a Deputado Estadual, Antídio Lunelli – MDB.
Lunelli declara apoio e pede voto ao Presidente Jair Bolsonaro, mas o espaço onde vai o número do governador está em branco, ou seja, Moisés está fora da campanha do empresário.
Já houve tentativas de aproximação (a choradeira foi da cúpula do MDB), mas sem resultados e com uma negativa retumbante de Lunelli.
As bases emedebistas não querem Moisés, não farão campanha e votarão contra.
Os mesmos diretórios municipais ficaram empolgados com Lunelli na condição de candidato ao Governo e todos foram visitados.
O “colono de Jaraguá do Sul” empolgou as plateias pelo entusiasmo e simplicidade.
Pela firmeza e fidelidade partidária será lembrado em todo Estado.
A mesma lembrança será a da traição protagonizada por membros da Executiva Estadual.
Moisés deveria pedir apoio para Paulo Afonso, Pinho Moreira, Moacir Sopelsa, Udo Döhler e outros menos cotados, cobrando-lhes o apoio prometido.
Terá? Mas nem que a vaca tussa e cuspa quadradinho!
Traição só se paga com desprezo.