SEMPRE TEM O TROCO
Dizem que não devemos debochar da desgraça alheia.
Tenho por hábito não tripudiar uma situação melancólica, nem de adversários.
No entanto, o meu caso a prestar contas para o HOMEM LÁ DE CIMA, é o seguinte: não sei perdoar traição.
Assim sendo, o que vejo do acontecido com os traidores eleitorais, aqui em Santa Catarina e pelo Brasil, traz um certo sentimento de satisfação e muitas risadas do meu interior.
Soraya Tronicke do União Brasil, a famosa do cacoete das piscadas, a depender da votação recebida no seu estado de origem que é o Mato Grosso do Sul.
Foram míseros 8.082 votos e não seriam suficientes, sequer para elegê-la para a Assembleia Legislativa.
Dados preliminares do TSE – ainda vão fechar as contas de campanha, efetivar correções e etc – apontam que a moça gastou R$ 28.869.673,17 com a campanha.
Thronicke teve 600.955 votos no geral, o que dá uma média de R$ 48 por voto, uma fortuna se levar em conta que o voto não é vendido.
O valor unitário por voto recebido pela senadora será ainda maior depois que as despesas totais da campanha forem declaradas ao TSE.
Já cada voto recebido por Simone Tebet (MDB) custou R$ 6,70, sete vezes menor em relação à colega de bancada no Senado. Ela teve 4,99 milhões de votos.
No debate na TV Bandeirantes, no primeiro turno, a candidata do União considerou “pequeno” o valor do fundo eleitoral destinado aos partidos políticos. Segundo ela, o valor de R$ 4,9 bilhões se torna “pouco” depois de diluído.
É DE CHORAR
Fico me perguntando (sem respostas, obviamente):
- O que leva os eleitores de São Paulo a eleger um Tiririca?
- Qual a justificativa?
- Quais projetos mereceram mais um mandato?
Depois, os brasileiros reclamam dos políticos, mas sem votação, os candidatos não vão a lugar algum.
São Paulo deve ter visto muito mérito para reelege-lo.
Lembrando que certa feita, o próprio Tiririca disse que estava saindo da política por uma decepção imensa e etc.
Claro que foi uma jogada de marketing, além de uma tremenda mentira.
APOIOS
E as tratativas de apoios para o segundo turno eleitoral, segundo consta, estão bem melhores do que no primeiro turno.
Bolsonaro e Lula estão unindo esforços.
Cada um com os quais se identificam, como Ciro Gomes, por exemplo.
Simone Tebet, depois de anunciar neutralidade no segundo turno, declarou voto.
Ficam algumas perguntas:
- Em tempos de internet atuante e na palma da mão, os viajantes da rede mundial de computadores não irão resgatar os vídeos do Ciro?
Em cada 10 entrevistas ou no seu canal de TV que foi criado para a campanha, o pedetista falou mal de Lula em 11 deles.
Desancou de todas as formas e escancarou a corrupção, a ladroagem, apontou indícios e jurava que, jamais apoiaria Lula.
E agora?
EM SANTA CATARINA
O MDB declarou voto em Jorginho Melo, oficialmente.
Emitiram uma nota em papel timbrado e tudo.
Levaram “uma fumada” e nem sabem para onde correm.
Diferente do primeiro turno, agora querem acertar o lado.
O PP também declarou voto em Jorginho, mas Esperidião Amin ficou só olhando e não deverá participar da campanha.
NÃO VÁ
Informações dão conta de que a equipe de governo de Carlos Moisés, ainda atordoada com o resultado das eleições, recomendou que ele “não apareça na Octoberfest em Blumenau”.
Querem evitar uma vaia retumbante e capaz de encobrir o som de alguma banda que estiver se apresentando.
Sem falar nos possíveis desaforos e xingamentos.
Pelo sim – pelo não, o governador não dará de mão na viola e nem cantará no evento.
FISIOLOGISTA OU NÃO?

Primeiro é preciso que o (a) leitor (a) saiba o que é fisiologismo:
Conduta ou prática de certos representantes e servidores públicos que visa à satisfação de interesses ou vantagens pessoais ou partidários, em detrimento do bem comum.
Há tempos venho alertando sobre o comportamento do ex-governador e hoje residente no limbo da política, Paulo Afonso Vieira.
Quando Paulo Afonso foi contrário ao nome de Antídio Lunelli (MDB) como candidato ao governo de Santa Catarina dentro do próprio partido, o seu lado fisiologista já deu mostras de avidez, apego ao Poder e se possível, sobrando uma casquinha.
Pois, o mesmo Paulo Afonso se posicionou contra a Executiva do partido, nesta semana, com relação ao posicionamento do segundo turno em Santa Catarina.
Ele ficou encantado com a proposta do PT para ter o apoio do MDB: 6 secretarias estaduais.
A Executiva optou pelo apoio ao Senador Jorginho Melo.
Paulo Afonso, contrariado e fazendo beicinho, apoiará o PT.
Ele que já está sepultado politicamente, jogará sobre si a última pá de cal.
Pede pra sair, Paulo Afonso!!