CPI DO AVIÃO
O Deputado Bruno Souza (NOVO) lidera o movimento para criar a CPI do Avião.
O uso político e lazer da aeronave Arcanjo 6 – que deveria servir para transporte emergencial de pacientes – vem dando o que falar.
Há mais coisas do que um simples avião no ar.
O pedido do “diário de bordo” virou caso judicial.
Num primeiro momento concedido, mas ao tentar cumprir a determinação judicial – antes da suspensão, também judicial – o pedido foi negado.
A alegação é de que “a informação colocaria em risco a integridade do Governador”.
Não há integridade em risco num fato passado.
SEGREDO DE ESTADO
O próprio Governador Carlos Moisés mobilizou seu “staff jurídico” para impedir a revelação do conteúdo do diário de bordo.
Virou “Segredo de Estado”, algo proibido – sabe Deus, os motivos!
O que se diz, alhures (para gastar o verbo):
- Que o Governador Moisés viajou para Bonito-MS e foi numa comitiva.
- Obviamente que não há nada de urgência em saúde na referida viagem.
- Que Moisés teria – supostamente – sido acompanhado de Deputados – entre eles – algum que lhe empresta sustentação na Assembleia Legislativa.
- Ida e vinda da aeronave teria custado R$ 150.000,00 aos cofres públicos.
CONCRETIZAÇÃO
Para a efetivação da CPI do Avião – terceira na vida administrativa do Governador Carlos Moisés – basta a assinatura da maioria simples dos deputados, ou seja, 14 parlamentares.
Fala-se que Bruno Souza já as teria e em número de 16 – mais que suficientes.
A negativa em fornecer o secretíssimo diário de bordo, continua judicializada e agora, a apelação será para derrubar a liminar que o mantém sob sigilo.
Caindo a liminar – que é algo juridicamente frágil – os documentos deverão ser entregues ao parlamentar.
Com base nas informações “cabeludas” do diário – por desvio de finalidade, improbidade e etc – o pedido de CPI será inevitável.
Mais: vão buscar o uso completo da aeronave – muito mais utilizada pelo governador e para fazer campanha eleitoral.
Sim! Há agrados para alguns convivas!
DAÍ VEM O MEDO
A “lista dos nomes dos usuários do Arcanjo 6” causa arrepios no Governador Moisés e também nos usuários penetras da aeronave.
Ter o nome vinculado a passeios custeados pelo erário – no mínimo – significará suicídio político.
Claro que a relação será amplamente divulgada, afinal de contas, a população quer saber quem usa de tal expediente para fazer campanha ou prestar favores de apoio ao governo do Estado.
Manchar o nome, a reputação e perder a eleição: condimentos indesejáveis!
BOMBA
A divulgação EXCLUSIVA que fiz ontem da pesquisa interna do MDB – sobre candidatura do partido e aceitação de Antídio Lunelli – caiu feito uma bomba nas hostes rebeldes da sigla.
Alguns deputados que estão “afirmando em eventos”, o apoio ao atual governador – salvo melhor juízo – terão que dar muitas explicações.
Se há algo imperdoável entre os eleitores é a traição, a famosa “virada de cocho”.
Santa Catarina que é um dos Estados “mais bolsonarista da Federação” – mais existem outros – ainda não esqueceu a trairagem de Moisés.
Os emedebistas não escondem que “anotam num caderninho, os deputados que estão usando do mesmo expediente com o partido e usando-o apenas para ter filiação – uma exigência da Justiça Eleitoral”.
Precisam tomar muito cuidado com o troco!
Comentários: