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Domingo, 19 de Abril de 2026

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Presidente do TCU diz que se houve erros na liquidação do Master, ‘alguém vai responder’

Ministro Vital do Rêgo afirma que servidores podem ser responsabilizados individualmente por eventuais irregularidades

Presidente do TCU diz que se houve erros na liquidação do Master, ‘alguém vai responder’
Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Tribunal de Contas da União (TCU) está realizando um exame minucioso sobre a conduta de funcionários do Banco Central (BC) diante de possíveis falhas no encerramento das operações do Banco Master. Segundo o presidente da Corte de Contas, ministro Vital do Rêgo, em pronunciamento feito na terça-feira (10), qualquer inconsistência ou prática indevida identificada no processo será alvo de punição.

Durante sua participação na CEO Conference do BTG Pactual, em São Paulo, o ministro esclareceu que a fiscalização abrange tanto equívocos não intencionais quanto atos deliberados, podendo gerar a responsabilização individual dos envolvidos. Vital do Rêgo definiu o escopo da atuação do órgão:

“O TCU analisa se a liquidação do banco obedeceu às normas do Direito administrativo: transparência, eficiência, regularidade”. Ele reforçou a gravidade da auditoria ao declarar que “Alguém vai responder se for pego em erro ou dano”.

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Atualmente, o foco do TCU recai sobre dois procedimentos distintos que impactam o sistema financeiro. O primeiro investiga as razões por trás da negativa do Banco Central à proposta de compra do Master feita pelo Banco de Brasília (BRB) em setembro. A segunda frente de investigação concentra-se especificamente nos trâmites da liquidação da instituição, ocorrida em novembro.

No âmbito dessas apurações, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo, determinou que fosse feita uma conferência presencial dos documentos em posse da autoridade monetária. Embora a medida tenha recebido críticas, Vital do Rêgo pontuou que tais inspeções são parte da rotina do Tribunal e ocorreram após entendimento com o próprio Banco Central.

O magistrado, contudo, ressaltou que a Corte não possui prerrogativa para reverter a extinção da empresa:

“O TCU não tem poder para modificar a liquidação do banco. Só quem tem poder para liquidar uma instituição financeira é o Banco Central”, esclareceu.

O documento final resultante da inspeção presencial tem entrega prevista para esta quinta-feira (12) ao gabinete do relator Jhonatan de Jesus. Após essa etapa, o processo deverá ser encaminhado para julgamento pelo plenário da Corte.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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