A Transparência Internacional, Brasil divulgou um apelo público às autoridades brasileiras requerendo a instauração de investigações formais sobre as ligações entre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Resort Tayayá, empreendimento de luxo localizado em Ribeirão Claro, no interior do Paraná.
Segundo a entidade, as informações já tornadas públicas pela imprensa configurariam indícios suficientes de possíveis conflitos de interesse e outras irregularidades que merecem apuração institucional por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Senado Federal.
Relatórios e reportagens recentes apontam que, entre 2021 e 2025, empresas ligadas aos irmãos de Toffoli teriam sido registradas como controladoras de participações no resort, e que aportes milionários no empreendimento teriam sido feitos por pessoas físicas e estruturas jurídicas associadas à JBS e ao Banco Master, este último já alvo de investigações que envolvem movimentações financeiras complexas e teias societárias.
Além disso, documentos públicos e levantamentos da imprensa revelam que o ministro passou pelo menos 168 dias hospedado no Resort Tayayá desde dezembro de 2022, com despesas de segurança custeadas pelo poder público que somaram cerca de R$548,9 mil, de acordo com dados oficiais do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.
As apurações também destacam que um fundo de investimentos que seria proprietário de cotas do resort estava registrado em um endereço considerado de fachada, e que cerca de R$33 milhões foram transferidos para uma offshore em um paraíso fiscal no decorrer da desmobilização dessa estrutura societária.
A Transparência Internacional sustentou em sua postagem que a soma desses elementos, relações societárias, aportes financeiros com conexões a grupos empresariais que já tiveram casos sob a relatoria de Toffoli no STF, uso frequente do resort pelo ministro e movimentações de capital para o exterior, indica a existência de “indícios robustos” que justificam investigações formais pelas autoridades competentes.
Até o momento, não há confirmação pública de que a PGR ou o Senado tenham iniciado procedimentos formais, e a defesa de Toffoli, bem como seus representantes, não se pronunciaram oficialmente sobre os pedidos de investigação.
A continuidade das apurações dependerá agora das decisões institucionais sobre a abertura ou não de procedimentos de investigação a respeito dessas conexões.

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