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Sexta-feira, 03 de Abril de 2026

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Daniel Vorcaro tem pressa para delatar para evitar perda de ativos

Investigações sobre fraudes bilionárias pressionam defesa por acordo de devolução de recursos

Daniel Vorcaro tem pressa para delatar para evitar perda de ativos
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Detido desde o dia 4 do mês passado, o antigo presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, trabalha para acelerar a celebração de um acordo de delação premiada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF).

Os advogados do empresário projetam uma estimativa de 60 dias para a conclusão das tratativas, intervalo que é visto com otimismo e considerado excessivamente positivo pelos órgãos de investigação, conforme informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A pressa de Vorcaro se dá por conta de uma motivação financeira: o receio de ficar sem acesso a uma quantia superior a R$ 10 bilhões, alocados em uma rede de fundos nacionais e estrangeiros. Sem autonomia para operar esse capital, o ex-banqueiro demonstra preocupação de que credores e administradores dessas carteiras possam retirar os montantes antes que a cooperação com a justiça seja consolidada.

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Para que a delação prospere, defensores e investigadores admitem que o ressarcimento de parte desses valores será um requisito indispensável. O volume de irregularidades sob análise é expressivo, destacando-se uma fraude envolvendo a venda de carteiras de crédito de baixa qualidade ao Banco Regional de Brasília (BRB), calculada em R$ 12,2 bilhões. Somam-se a isso as suspeitas de desvios massivos em institutos de previdência estaduais e municipais, casos que estão sob investigação da PF.

O cenário para o ex-presidente da instituição financeira agravou-se com a liquidação do Banco Master decretada pelo Banco Central (BC) em novembro último. Atualmente, os ativos estão sob gestão de Eduardo Bianchini, interventor nomeado pela autoridade monetária para coordenar a venda de bens e o pagamento de dívidas. Bianchini estima que cerca de R$ 4,8 bilhões em recursos e fundos vinculados a Vorcaro foram retirados ilegalmente da instituição antes do processo de liquidação.

Esse esvaziamento patrimonial é o que impulsiona a pressa do ex-banqueiro, uma vez que o prolongamento das negociações aumenta o risco de dissipação dos bens que garantiriam o acordo. No Supremo Tribunal Federal (STF), o processo é relatado pelo ministro André Mendonça.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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