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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026

Notícias/Nacional

Moraes aciona 56 tribunais para esclarecerem sobre penduricalhos pagos desde 2016

Tribunais têm esta sexta-feira para informar ao ministro Alexandre de Moraes sobre verbas pagas sob o princípio de simetria com o MP

Moraes aciona 56 tribunais para esclarecerem sobre penduricalhos pagos desde 2016
Foto Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que 56 tribunais apresentem um levantamento detalhado de todas as verbas pagas a magistrados e servidores ao longo dos últimos dez anos.

A ordem abrange os seis Tribunais Regionais Federais (TRFs), os 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e os 27 Tribunais de Justiça (TJs), que devem identificar pagamentos realizados com base na equiparação funcional com promotores, procuradores ou qualquer outra categoria do serviço público.

A determinação de Moraes foi expedida no contexto de um processo que analisa a legalidade do direito de juízes federais à licença-prêmio,  ou à sua conversão em pecúnia, caso o benefício não tenha sido gozado.

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O ponto central da controvérsia é a chamada simetria entre as carreiras: o entendimento de que privilégios financeiros garantidos aos membros do Ministério Público devem ser replicados automaticamente para a magistratura.

As cortes afetadas pela medida possuem um prazo exíguo para resposta, devendo encaminhar as informações ao ministro até esta sexta-feira, dia 6. O movimento de Moraes amplia o cerco ao pagamento de remunerações acima do limite constitucional, alinhando-se a iniciativas recentes dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que também iniciaram ações voltadas ao controle de supersalários no Judiciário e no Ministério Público.

Atualmente, é comum encontrar nos órgãos de controle holerites que superam em até cinco vezes o teto salarial do funcionalismo público. O limite vigente, correspondente ao subsídio bruto dos ministros do STF, é de R$ 46,3 mil (aproximadamente R$ 35 mil líquidos), valor que serve como referência máxima para todo o aparato estatal.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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