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Sexta-feira, 17 de Julho 2026
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Lula não agiu de boa-fé e recusou acordo para o bem dos brasileiros, diz governo dos EUA

Secretário de Estado justifica tarifaço chamando as políticas ecnômicas de Lula de “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”.

Lula não agiu de boa-fé e recusou acordo para o bem dos brasileiros, diz governo dos EUA
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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Lula (PT) colocou “o próprio ego à frente de um acordo” benéfico para os brasileiros. A declaração justifica a imposição de tarifas adicionais de 25% sobre diversos produtos brasileiros, confirmada pelos Estados Unidos.Em postagens nas redes sociais, Rubio criticou as políticas do governo Lula, classificando-as como “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”. Ele acusou o presidente de não negociar de boa-fé.

Post do secretário de Estado Marco Rubio.

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“Para que não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociariam com os EUA de boa-fé. Ele colocou o próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro. As tarifas são o preço por isso.”

As declarações reforçam a visão de que a medida tem forte componente político, embora o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) apresente a decisão como resposta a práticas comerciais consideradas desleais.Setores mais afetadosA tarifa de 25%, que entra em vigor em 22 de julho de 2026, deve impactar cerca de US$ 15 bilhões em exportações brasileiras anuais, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ela incide sobre milhares de produtos, mas exclui principais itens da pauta exportadora do Brasil.Principais produtos isentos:

  • Café (em grão)
  • Sucos e laranjas
  • Petróleo bruto e gás natural
  • Aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais (Embraer)
  • Produtos farmacêuticos
  • Semicondutores e peixes/crustáceos
  • Setores e produtos mais afetados pela nova tarifa de 25%:Etanol — um dos principais alvos da investigação.
  • Máquinas e equipamentos — agrícolas, elétricos, de mineração e bens de capital.
  • Calçados e vestuário.
  • Produtos de madeira e papel (incluindo embalagens e papel-cartão).
  • Manufaturados em geral — ferramentas de jardinagem, equipamentos industriais processados e itens químicos diversos.
  • Aço e alumínio continuam com tarifas elevadas (até 50% em alguns casos), somando-se à nova medida.
  • Carne bovina

A medida se baseia na Seção 301 da legislação comercial americana e se soma a tarifas anteriores. O USTR acusa o Brasil de restrições ao etanol americano, problemas na proteção à propriedade intelectual, decisões judiciais contra plataformas digitais, desmatamento ilegal e regras do sistema PIX que, segundo Washington, prejudicam empresas americanas.

O governo americano afirma estar aberto a negociações, mas avisa que retaliações brasileiras podem gerar novas respostas.

O governo Lula classificou a decisão como um “marco lastimável” nas relações bilaterais.

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