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Sabado, 18 de Abril de 2026

Notícias/Política

Ex-secretários desligados seguem recebendo salário por seis meses

Ex-ocupantes de cargos de confiança entram em quarentena remunerada prevista em norma federal

Ex-secretários desligados seguem recebendo salário por seis meses
Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Dois ex-ocupantes de cargos de confiança na Secretaria-Geral da Presidência da República (desligados após a chegada de Guilherme Boulos ao comando da pasta) continuarão a receber a remuneração correspondente às funções que exerciam pelo período de até seis meses, apesar de não estarem mais no exercício dos cargos públicos. 

A medida está prevista na regulamentação de “quarentena remunerada” para ex-servidores que exerciam funções estratégicas no governo federal. 

Os beneficiados são Ronald Luiz dos Santos, conhecido como Ronald “Sorriso”, que estava à frente da Secretaria de Juventude, e Renato Simões, que ocupava a Secretaria de Participação Social. 

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Ambos tiveram as exonerações publicadas logo após a posse de Boulos na Secretaria-Geral, ocorrida em outubro de 2025. 

A quarentena remunerada tem por objetivo evitar que ex-servidores ingressem imediatamente no setor privado em atividades que possam gerar conflito de interesse com suas atribuições anteriores. 

Durante esse período, os dois ex-secretários continuam a receber a remuneração equivalente aos cargos que deixaram, mas não podem atuar em consultorias ou prestar serviços a empresas e entidades privadas relacionadas à área na qual atuavam enquanto servidores. 

A comissão concluiu que a atuação privada seria incompatível com a quarentena, por envolver áreas diretamente vinculadas às funções que desempenhavam no governo. 

No caso de Ronald “Sorriso”, ele havia recebido proposta para atuar como consultor em articulação federativa e políticas públicas voltadas à juventude junto ao Instituto Maria e João Aleixo, mas a Comissão de Ética entendeu que isso caracterizaria conflito de interesse.

Situação semelhante foi observada com a proposta de Renato Simões junto a um escritório de advocacia. 

A Secretaria-Geral da Presidência, além de articular políticas com movimentos sociais e organizações civis, tem papel de coordenação das chamadas políticas participativas do governo federal. 

A substituição de quadros na pasta como ocorreu com as demissões e a adoção da quarentena remunerada, acompanha a mudança de comando da gestão anterior para a atual. 

FONTE/CRÉDITOS: DP
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