Entre uma votação e outra na Câmara, a poucos metros do Plenário, a boca livre rola solta nas lideranças partidárias. Não corre o risco de os parlamentares rodarem uma vaquinha e bancarem os próprios quitutes. Sem dó, empurram ao pagador de impostos a fatura. PDT, Podemos, PSD, Psol, Solidariedade, União Brasil, Progressistas, PSDB e PT foram os partidos que serviram banquetes ao custo de R$278 mil.
O maior gasto vem da liderança do PT, que torrou, de fevereiro até agora, R$75.790 em canapés, conforme levantamento da coluna.
Só em março, foram R$33.735 gastos com buffet, cobrado por cabeça. As notas bancaram almoços e jantares das excelências.
O União Brasil vem logo atrás, R$55.250 em fevereiro e abril. Em abril, gastou R$40.750. O buffet foi cobrado por cabeça, R$250.
Com o STF agindo como parte interessada em um lado do espectro político, casos como o de Carla Zambelli se multiplicarão, denunciando lá fora o autoritarismo judicial disfarçado de “defesa das instituições”.
O Podemos também bancou jantares e almoços para os nobres deputados ao preço de R$42.910, apenas entre fevereiro e abril. Só em abril, o gasto com buffet bateu os R$17,6 mil.

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