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Sexta-feira, 14 de Agosto 2026
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Careca do INSS menciona secretário de Lula em mensagens entregues à PF

Mensagens de WhatsApp entregues por colaborador trazem menções a Swedenberger Barbosa, hoje secretário de Lula

Careca do INSS menciona secretário de Lula em mensagens entregues à PF
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A Polícia Federal (PF) recebeu de um colaborador uma série de mensagens do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, nas quais ele menciona o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde (MS) Swedenberger Barbosa, o Berger.

Parte das mensagens são conversas individuais do Careca do INSS com um interlocutor, e outras são de um grupo da Cannabis World, empresa de maconha medicinal do Careca.

Numa das conversas, o Careca encaminha ao interlocutor mensagem de uma terceira pessoa, segundo a qual Berger “já está com aquela orientação em mãos”. “Show”, responde o interlocutor. O diálogo é do dia 6 de novembro de 2024 — quando Berger ainda estava no Ministério da Saúde.

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Numa outra mensagem, no grupo da Cannabis World, o Careca informa sobre “reunião com Berger às 10:30”. A mensagem foi enviada no dia 19 de dezembro de 2024. A agenda oficial de Berger naquele mês não inclui nenhuma reunião com o Careca ou com outro representante da Cannabis World.

Um colaborador da PF que trabalhou com Antônio Carlos disse que ele mencionava com frequência o nome de Berger como um contato seu dentro do Ministério da Saúde.

No começo de 2025, Swedenberger deixou o Ministério da Saúde e passou a trabalhar como uma espécie de secretário do presidente Lula (PT) no Palácio do Planalto. Atualmente, ocupa o cargo de “Chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna” do Gabinete Pessoal do Presidente.

O Gabinete Pessoal é uma estrutura que tem por missão “prestar assistência direta e imediata ao Chefe do Poder Executivo no desempenho de suas atribuições”, segundo o Planalto.

Berger era próximo também da lobista Roberta Luchsinger — que tinha clientes em comum com o Careca na atividade de lobby, inclusive no Ministério da Saúde, e recebeu pagamentos dele.

Segundo pessoas que conviveram com ela na pasta, Roberta se reunia com frequência com Berger e alegava ter influência sobre a liberação de recursos da Saúde para estados e municípios.

A Presidência considerou a demissão de Berger, mas decidiu mantê-lo no cargo e aguardar o avanço das apurações.

FONTE/CRÉDITOS: M

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