SANGRIA
Já citei repetidas vezes e vou fazê-lo de novo:
A SAP – Secretaria de Administração Prisional de Santa Catarina vem passando por momentos delicados e está sangrando em praça pública. Detalhe: e arrasta o governo do Estado para a mesma situação.
São denúncias de norte a sul. Ora, alegam perseguição política, ora citam assédio moral, desvio de recursos públicos e assim por diante.
Há quem aposte que seja uma cortina de fumaça e que estaria partindo de alguns que "foram apeados do poder dentro da pasta"
Se o governador não quer sofrer um desgaste considerável dentro das categorias de Policiais Penais e Agentes Socieducativos, no mínimo, precisa estancar o sangramento.
E deve fazê-lo enquanto é tempo.
A coisa está se avolumando e situações – que até podem ser “interna corporis” está ganhando as ruas e fazendo barulho em grupos de Whatsapp.
E se entre os servidores da pasta existem os contrários ao governo (sempre há), as coisas se esparramam feito rastilho de pólvora, o que está ocasionando uma amplificação considerável.
DÚVIDAS
Por que só agora, o caso veio à tona? Segundo informações porque há necessidade de procedimentos que antecedem a decisão.
Se ocorreu em 2022, a possibilidade de ter ficado “esquecido em alguma gaveta” é grande! Isso não pode ser descartado.
Daí surgem perguntas:
Na gaveta de quem?
Por ordem de quem?
Está claro que houve prevaricação ou a lentidão é normal?
Demora tanto tempo?
Não vão apontar os responsáveis?
ESCREVI ONTEM
É preciso colocar a SAP numa autoclave e fazê-lo de modo que a esterilização fique completa.
Resquícios de insatisfação em grupos de whatsapp funcionam como foco de incêndio, após rescaldo: voltam a aumentar as chamas.
É líquido e certo que a pasta, o próprio governo, sabem onde estão os focos.
Precisa e deve eliminá-los, sob pena de manter as contaminações vivas dentro do sistema.
Para piorar ainda mais: a contaminação não se limita ao governador, SAP e outros setores do governo.
Também descamba para o partido do governador, o PL.
Nas eleições de 2024, a fatura chegará.
NADA SE COMPARA
Afora a necessidade premente de um olhar, seguido de ação firme em Santa Catarina em relação aos casos da Secretaria de Administração Prisional, a bomba da semana será a visita dupla de uma integrante do CV – Comando Vermelho ao ninho da Lei: Ministério da Justiça.
Luciane Farias, conhecida como “a dama do tráfico”, esposa de um dos chefões do Comando Vermelho (Clemilson Farias – o Tio Patinhas) circulou e fez fotos para as redes sociais.
O Serviço de inteligência do Ministério da Justiça informou que “por se tratar de uma comitiva, o caso não mereceu atenção especial”.
Devia! A bomba foi revelada pelo Jornal O Estado de São Paulo e ganhou repercussão nacional.
Poderá, inclusive, parar na Procuradoria Geral da República.
Um escárnio, um deboche, um acinte com a cara do povo brasileiro.
As redes sociais (que infernizam as vidas dos políticos e do governo) foram inundadas com pitadas de sarcasmo, o que fere de morte os envolvidos.