CIÚMES DE HOMEM
Diz um adágio popular que “ciúmes de homem é pior do que o mesmo sentimento nas mulheres”.
É o que está acontecendo com os Deputados emedebistas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina em relação ao próprio partido.
A condução da sigla por Celso Maldaner busca afunilar um projeto para as eleições de 2022.
Maldaner vê em Antídio Lunelli – prefeito de Jaraguá do Sul – o nome mais forte e de maior densidade eleitoral para ser cabeça de chapa.
Com isso, a caminhada pelos municípios catarinenses com reuniões políticas nos diretórios municipais e com lideranças empresariais – por si – se justifica.
Alguns deputados do MDB acham que o partido possui vários presidentes.
DODÓI
Os parlamentares emedebistas invertem a ordem das normativas: o mandato é do partido, mas eles entendem que eles são as peças fundamentais.
O “mimimi” se dá por vários motivos:
1 – Muitos estão agarrados nas tetas do Estado – mesmo sem saber se o Governador Moisés cumprirá tantas promessas e nem falam sobre endividamento.
2 – Acham que as promessas de recursos para suas respectivas regiões se tornarão votos em 2022 – ledo engano.
3 – Não foram convidados para as viagens de Maldaner e nem de Antídio – para quem sabe – pedirem uns votinhos em cada região.
4 – Acham que o partido é que deve leva-los e não o contrário.
5 – Não pensam em projeto macro, mas apenas nos próprios umbigos.
VOU REPETIR E VATICINAR
A população irá usar – mais do que nunca – a internet e suas redes sociais no pleito de 2022.
Há um temor generalizado por parte dos políticos por conta disso.
Nos dias atuais – qualquer smartphone possui a capacidade de ter a vida pregressa do sujeito na palma da mão.
Ferramenta fácil de usar, sem custos que doam no bolso e com capacidade de fazer um estrago tremendo.
Daí a preocupação!
Tem mais: os políticos sabem que os eleitores estão cansados daquela coisa do “mais do mesmo ou sempre os mesmos”.
Alguns se lembram do seu eleitorado só em ano de eleição.
Está chegando a hora do troco e muitos que se acham reeleitos – anotem isso – cairão do cavalo.
NOME DO PROBLEMA
Quem for candidato em 2022 (se já esteve ou está no Poder) precisa se preocupar e muito com um problemão chamado REJEIÇÃO.
Quando o índice ultrapassa os 20%, o momento deve ser de grande aflição.
Foi isso o que aprendi pelos idos de 1991 ao analisar uma pesquisa eleitoral.
Não há candidatura que resista.
Por isso a temeridade nas disputas nacionais, principalmente, se o candidato não pode sair às ruas.
O medo tem fundamento – não só pelos xingamentos e risco de levar alguns ovos na fuça – mas pela possibilidade de aumentar os índices de rejeição.