REGREDIMOS
Está mais do que provado que a classe política – pelo menos boa parte dela – faz da política um trampolim para tomar os cofres públicos de assalto.
Acredite se quiser: ontem a Câmara dos Deputados aprovou a proposta que revisa a Lei de Improbidade Administrativa.
O relator Carlos Zarattini (PT-SP) disse que objetivo é permitir que administradores tenham as condições de exercer suas atribuições sem receios de uma lei que, segundo ele, “hoje permite punir tudo”.
Não é nada disso! Agora e se aprovada no Senado, a alteração só punirá o agente público que agir com dolo ou intenção de prejudicar o erário.
OU SEJA
O sujeito poderá causar milhões de prejuízo aos cofres públicos e arguir em sua defesa que “não teve a intenção ou não sabia que seria assim”.
As alterações que foram propostas receberam “vivas” comemorativos dos deputados.
Não é para menos: oficializaram a roubalheira!
TENHO DITO
E até de modo repetitivo que: ser honesto no Brasil custa muito caro e dá trabalho, muito trabalho.
A quantidade de documentos, certidões disso e daqui, probatórios dos mais diversos, taxas, alvarás, correlatos e assemelhados, ultrapassa o limite do razoável.
Enquanto isso, os escolhidos para a elaboração de Leis que coloquem o Brasil nos trilhos, fazem o caminho inverso e facilitam a vida de quem é useiro na desonestidade.
FALANDO NISSO
Tomem bastante cuidado com o chamado e-commerce, ou seja, aqueles anúncios de lojas virtuais que vendem tudo pela internet.
Muitas delas não passam de atravessadores e na verdade não possuem absolutamente nada, salvo uma página de anúncios.
Você pensa que está comprando na tal loja e na verdade está sendo atendido pelo atravessador.
COMO FUNCIONA?
Você faz a compra e acha que o produto chegará em uma semana.
Engano! Levará entre 45 e 60 dias porque o suposto “fornecedor” irá encomendar o seu produto na China.
Enquanto você acha que está comprando barato (e até pode estar com preço razoável), o sujeito que lhe vende está pagando metade do valor.
O que vai acontecer? Lojas sérias que utilizam a ferramenta da internet no processo de venda – certamente – serão levadas para o mesmo nível, ou seja, descrédito.
NÃO ME CONTARAM ISSO
O fato aconteceu comigo!
Apaixonado por pescarias, resolvi comprar alguns produtos apareceram em anúncio no facebook: iscas artificiais, linha e uma carretilha.
A loja virtual é de Santa Catarina!
Ao ter o pedido aprovado em meados de maio – no rodapé do comunicado – um aviso: seus produtos serão entregues até 28 de junho!
Daí a estranheza:
- Como é possível demorar tanto se a empresa é de Santa Catarina?
A empresa é daqui, mas os produtos não são.
Venho recebendo os produtos em prestações: primeiro chegaram as iscas artificiais. Depois as linhas de pesca.
Agora estou aguardando a carretilha!
Detalhe: os pacotes são originários da China!
Outro detalhe: se tivesse encomendado direto dos chineses pagaria 50% menos!!
AGORA É LEI
O governador de Santa Catarina Carlos Moisés, assinou decreto que proíbe novas formas de flexão de gênero e de número de palavras da língua portuguesa na rede estadual de ensino e em documentos oficiais do Estado.
O projeto de autoria da Deputada Ana Campagnolo havia sido aprovado no ano passado.
A deputada denuncia as aberrações ao idioma pátrio há tempos.