DIREITOS E DEVERES
O Brasil vai “liberar” 27.000 apenados com o tal “Indulto de Natal”.
Certamente, os indultados são pessoas que sairão “sem nenhuma má intenção e não cometerão nenhum delito”.
Todos foram “devidamente recuperados” no sistema prisional e só querem uma “saidinha” para ver o bom velhinho.
Está na Lei e cumpridos todos os requisitos, o assunto morre e não há o que se discutir.
Vamos ver no final, o resultado dessa permissividade.
ESQUECERAM
Comentava ontem durante o meu programa de todos os dias às 19 horas – com transmissão simultânea no YouTube, Facebook e Instagram – o esquecimento do caso Davi Alcolumbre.
O senador foi acusado em extensa matéria da Revista Veja de ter desviado mais de R$ 2 milhões em salários de supostas assessoras e assessores – que por sinal, nunca trabalharam – e o caso parece que morreu na casca.
O calhorda ainda preside a CCJ – Comissão de Constituição e Justiça do Senado – uma das mais importantes.
Sequer há comentários sobre o caso escandaloso.
É nisso – o que esquecimento – que os políticos safardanas, apostam.
LEMBRARÃO
Talvez – mas, muito talvez – tais mazelas reapareçam nas eleições do ano que vem.
Podem prejudicar aliados, mas não terá efeito direto contra o Senador Alcolumbre que não é candidato a nada. Pelo menos, por enquanto.
Infelizmente, o povo brasileiro tem memória fraquíssima.
Quanto mais carente, pior – porque aí se vendem por quinquilharias.
Temos visto isso Brasil afora e com toda certeza, o ano que vem será revelador.
A falta de caráter impede que haja cobranças.
Os pilantras do dinheiro público já compraram o voto dos pilantras eleitores.
Fica tudo na base do “elas por elas”.
PARA O BEM E PARA O MAL
As redes sociais continuarão tendo importância vital no pleito eleitoral de 2022.
São duas vertentes: para o bem e para o mal.
Para o bem: estará na palma da mão do eleitor, a possibilidade de acessar a vida pregressa dos candidatos. O que fez, o que foi, as falcatruas, as mutretas – tudo ao alcance de um clique.
Para o mal: a disseminação de notícias falsas não terá menor volume.
O cidadão terá que checar em mais de uma fonte, antes de sair replicando informações, principalmente, em grupos de WhatsApp.
Até hoje, as notícias velhas, sabidamente mentirosas, continuam circulando e com farta distribuição.
Pior: há quem acredite!!
DIAS DIFÍCEIS
O envolvimento de menores (geralmente, adolescentes entre 15 e 17 anos) em delitos graves – de tráfico ao estupro – nos mostra que alguma coisa precisa ser feita.
A primeira delas é acabar com “a certeza da impunidade”.
Sabem das penas risíveis e por isso não dão a menor importância.
A segunda é levar mais orientações aos pais e responsabilizá-los, também.
É muito comum ouvirmos:
- Não consigo controlar...
Daí sobra para “a sociedade” cuidar das feridas – muitas vezes, sem possibilidade de cura.
É preciso um olhar mais atento.
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