PASSOS DA POLÍTICA CATARINENSE
Conforme falei há mais de um mês (basta procurar nas edições anteriores da coluna), o senador Dário Berger não vai ficar no MDB.
O clima é dos piores, sem espaço e desacreditado enquanto político.
A sua ida para o PSB é líquida e certa, mas suas pretensões políticas ainda dependem de muita conversa, muitos acertos.
Deverá levar o seu grupinho de “aspones” e mais alguns fãs, mas nada além disso.
Sai desgastado e deixando claro que se trata de um político que coloca seus interesses pessoas acima de qualquer projeto.
MAIS FÁCIL
A saída de Berger facilita a vida do Presidente Estadual do MDB, Celso Maldaner.
Livre do senador, Maldaner não terá fissuras internas para a devida correção.
Antídio Lunelli – prefeito de Jaraguá do Sul - também ficará mais confortável, sem necessidade de prévias e preocupado apenas em costurar alianças.
É o jogo da política – com mais segredos de bastidores do que se pode imaginar.
DESGASTEZINHO
A redução de verbas para melhorias em rodovias federais de Santa Catarina – no mínimo – custará um desgaste ao Senador Jorginho Melo.
Por mais que negue e por mais que o Ministro Tarcísio explique e Jorginho repita a novena, o catarinense não vai engolir fácil, uma vez que a espera tem sido longa.
São ingredientes de campanha que vão se juntando aos temperos e com muitas explicações que serão pedidas.
ENQUANTO ISSO
Apesar de estar sem partido – até o momento – o governador Moisés está flanando sob as asas “da burra”cheia de dinheiro do Governo Estadual.
Obras aqui e acolá, pedidos de deputados atendidos, liberação de emendas e mais uma lista de pleitos atendidos, principalmente, as que possuem o condão de enfraquecer as bases de outros partidos, cooptando-as para um projeto futuro.
Moisés não está errado e tal comportamento faz parte do jogo.
Qualquer outro que tivesse passado “pelos perrengues de Moisés”, faria a mesma coisa.
Resta saber se toda essa movimentação se reverterá em votos, caso seja candidato.