O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) defendeu a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar uma possível relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o Banco Master. Em entrevista à CNN Brasil, disse que o objetivo seria “colocar luz nos fatos”.
“O objetivo com uma Comissão Parlamentar dessa é colocar luz nos fatos. Ninguém está condenando previamente a doutora Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, o próprio ministro ou quem quer que seja. Mas fatos dessa relevância têm que ser apurados”, afirmou. Vieira chamou de “promiscuidade” a relação entre os ambientes político, empresarial e da advocacia.
Circularam rumores, nos últimos meses, em Brasília e no mercado financeiro, sobre uma pressão do ministro do STF sobre o Banco Central durante o processo que culminou no veto à venda do Banco Master para o BRB (Banco de Brasília) e, posteriormente, na liquidação da instituição. O BC vetou a operação em 3 de setembro de 2025 e decretou a liquidação do Master em 18 de novembro.
Os rumores ganharam força também em razão da contratação da advogada Viviane Barci, mulher de Moraes, pelo Banco Master. Seus honorários seriam de R$ 3,6 milhões por mês, por 36 meses, totalizando R$ 129 milhões ao final da prestação de serviços. Essas informações foram divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Viviane e o Master nunca contestaram os dados parciais já publicados.
O senador disse que os Três Poderes têm receio de apurar a situação do Banco Master por causa do expressivo volume de recursos envolvidos. Vieira afirmou ainda que outros casos, como o dos desvios de emendas e o da fraude do INSS, também envolvem os Poderes da República. “Ninguém coloca de pé um esquema de crime desse tamanho sem conivência do aparelho estatal”, declarou.

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