A relação entre ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), azedou antes da votação que aprovou a derrubada do aumento do IOF, semana passada.
Para Motta, o ministro andou falando mal e quer empurrar para os parlamentares o desgaste com o IOF. Para deputados, o presidente da Câmara diz que nem mesmo deu os 10 dias para que a Fazenda aparecesse com alternativa ao aumento do IOF, que isso é coisa da cabeça de Haddad.
Deputados próximos ao presidente da Câmara dizem que Haddad está para Hugo Motta assim como Alexandre Padilha estava para Arthur Lira.
Para piorar o clima, Haddad é entusiasta da ideia de levar ao STF a crise do IOF, o que é visto como desrespeito pelo Congresso.
Sem a menor disposição para ajudar o governo, a Câmara prepara outras derrotas para Haddad, como derrubar a taxação de LCIs e LCAs.
O queixoso Fernando Haddad (Fazenda) lamenta não ter sido informado da votação que derrubou o aumento do IOF. Pudera: na semana que antecedeu a votação, ele saiu em férias e Lula flanava em Paris.
O Tesouro Nacional aponta que R$2,6 bilhões já foram destinados a emendas parlamentares, este ano, enquanto Flávio Dino, ex-ministro de Lula, faz força para devolver ao governo o poder sobre a liberação.

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