Dez promotores do Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Maranhão (MPMA) apresentaram pedido de exoneração coletiva após o procurador-geral de Justiça do estado, Danilo José de Castro Ferreira, defender a soltura de políticos investigados por desvio de recursos públicos em Turilândia, no interior do estado.
O pedido formalizado reúne integrantes dos núcleos de São Luís, Imperatriz e Timon. No documento, os promotores afirmam que a posição da cúpula do MPMA contraria a análise técnica construída ao longo da investigação, que apura o desvio de cerca de R$ 56 milhões.
Segundo o grupo, as prisões preventivas decretadas pelo Judiciário tinham como base provas consideradas robustas e buscavam garantir a continuidade das investigações, evitar a reiteração criminosa e impedir interferências políticas. No fim de dezembro, a operação Tântalo II resultou na prisão do prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, da primeira-dama Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, da vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça, além de vereadores, um pregoeiro e empresários.
As apurações do Gaeco apontam indícios de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro, com fatos ligados à gestão do ex-prefeito José Paulo Dantas Filho, conhecido como Paulo Curió.
Após a repercussão do pedido de exoneração, o procurador-geral de Justiça divulgou nota nesta segunda-feira (12) reafirmando o compromisso institucional do MPMA com a legalidade e a Constituição. Segundo Danilo Ferreira, a defesa de medidas cautelares alternativas à prisão seguiu critérios legais de proporcionalidade e necessidade, sem prejuízo ao interesse público.

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