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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026

Notícias/Economia

Governo Central acumula déficit de R$ 62,7 bilhões nos últimos 12 meses

O montante negativo representa uma fatia de 0,47% do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro

Governo Central acumula déficit de R$ 62,7 bilhões nos últimos 12 meses
Foto José Cruz/Agência Brasil
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O balanço das contas do Governo Central, que engloba os resultados do Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social, apresentou um déficit primário acumulado de R$ 62,7 bilhões nos últimos 12 meses.

O montante negativo representa uma fatia de 0,47% do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro, conforme apontado pelo Relatório do Tesouro Nacional (RTN) publicado pelo Ministério da Fazenda nesta quarta-feira, 25.

Apesar do saldo negativo no consolidado de um ano, o mês de janeiro de 2026 trouxe um respiro fiscal com um superávit primário de R$ 86,9 bilhões. O desempenho superou o resultado do mesmo período em 2025, quando as contas registraram um saldo positivo de R$ 85,1 bilhões. Esse resultado mensal favorável foi sustentado, primordialmente, pela atuação conjunta do Banco Central e do Tesouro Nacional, que somaram um saldo de R$ 107,5 bilhões, amortecendo o déficit de R$ 20,6 bilhões registrado pela Previdência Social no mês.

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No campo da arrecadação, a receita total de janeiro atingiu R$ 322 bilhões, um avanço nominal de 6,6% em relação aos R$ 302 bilhões do ano anterior. Ao descontar a inflação pelo IPCA, a alta real nas receitas foi de 2%. A receita líquida real, que exclui os repasses obrigatórios a entes municipais e estaduais, teve elevação de 1,2%, enquanto as despesas totais chegaram a R$ 1,8 bilhão, apresentando um crescimento real de 2,9%.

Os destaques positivos na entrada de recursos incluíram o Imposto de Renda, com alta de R$ 3,9 bilhões focada em rendas de capital e trabalho, e o IOF, que subiu R$ 2,7 bilhões devido à movimentação em câmbio e crédito. A receita previdenciária também cresceu R$ 3,9 bilhões, impulsionada pela reoneração da folha e pelo aquecimento do mercado laboral.

Pelo lado dos gastos, o RTN indicou uma economia de R$ 1,9 bilhão em despesas obrigatórias sob controle de fluxo. Essa redução foi motivada por menores gastos em saúde e no programa Bolsa Família.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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