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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026

Notícias/Saúde

Esporotricose está presente em Jaraguá do Sul e divisão de zoonoses faz orientações

Pelo menos 134 casos foram registrados e destes, a cura chegou a 32 animais

Esporotricose está presente em Jaraguá do Sul e divisão de zoonoses faz orientações
Foto redação
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Além da esquisitice  do nome - por ser algo inabitual - é preciso ficar atento mesmo.

A ESPOROTRICOSE é uma infecção fúngica, contagiosa, com maior incidência em gatos, mas que atinge cachorros e também ao ser humano.

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O setor de zoonoses da Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul está atento e com forte trabalho de campo com visitas domiciliares ou quando é notificado médicos veterinários sobre a suspeita de algum caso.

A infecção fúngica está presente no solo e vegetação, transmitida por traumas na pele (espinhos, madeira) e, mais comumente, por contato com animais infectados (especialmente gatos), causando lesões cutâneas que podem formar nódulos e seguir o trajeto dos vasos linfáticos, com tratamento antifúngico prolongado e eficaz. 

    • Transmissão Ambiental (Sapronótica): Contato do fungo com ferimentos na pele por espinhos, palha, terra ou vegetais em decomposição. 
       
  • Transmissão Animal (Zoonótica): Contato direto com as lesões, arranhaduras ou mordidas de animais doentes, sendo o gato o principal vetor, especialmente a espécie Sporothrix brasiliensis. 
     
Sinais e Sintomas
  • Em Humanos:
     
  • Lesão inicial (nódulo) que pode ulcerar. 
     
     
  • Formação de "cordões" ou "rosário" de nódulos ao longo dos vasos linfáticos (esporotricose linfocutânea). 
     
     
  • Formas mais raras podem afetar ossos, articulações e outros órgãos (extracutâneas/disseminadas). 
     
     
  • Em Gatos:
     
  • Feridas na pele que não cicatrizam (face, patas, orelhas). 
     
     
  • Aumento do nariz, espirros, dificuldade para respirar (em casos avançados). 
     
     
Diagnóstico e Tratamento
  • Diagnóstico: 
    Feito por avaliação clínica e exames laboratoriais, com base nos sintomas e histórico de contato. 
     
  • Tratamento (Humanos): 
    Antifúngicos orais (como Itraconazol) por meses, até o desaparecimento das lesões; casos graves podem exigir Anfotericina B. 
     
  • Tratamento (Animais): 
    Similar, com medicamentos administrados em alimentos pastosos para facilitar a medicação e evitar o contato com o fungo pelo tutor, sendo o confinamento domiciliar essencial. 
     
Prevenção
  • Evitar o contato com gatos de rua ou doentes. 
     
  • Usar luvas ao manusear terra, plantas ou materiais orgânicos. 
     
  • Manter os animais domésticos dentro de casa (domiciliação) para evitar infecção e transmissão. 
     
  • Procurar um médico ou veterinário ao identificar lesões suspeitas. 

Este é o tema do nosso podcast e a entrevistada é a Supervisora do Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul, Valéria Grecco.

Você pode conferir na íntegra no nosso canal do YouTube: podperon e pode ser acessado no link abaixo:

https://www.youtube.com/results?search_query=podperon 

 

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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