
Além da esquisitice do nome - por ser algo inabitual - é preciso ficar atento mesmo.
A ESPOROTRICOSE é uma infecção fúngica, contagiosa, com maior incidência em gatos, mas que atinge cachorros e também ao ser humano.
O setor de zoonoses da Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul está atento e com forte trabalho de campo com visitas domiciliares ou quando é notificado médicos veterinários sobre a suspeita de algum caso.
A infecção fúngica está presente no solo e vegetação, transmitida por traumas na pele (espinhos, madeira) e, mais comumente, por contato com animais infectados (especialmente gatos), causando lesões cutâneas que podem formar nódulos e seguir o trajeto dos vasos linfáticos, com tratamento antifúngico prolongado e eficaz.
- Transmissão Ambiental (Sapronótica): Contato do fungo com ferimentos na pele por espinhos, palha, terra ou vegetais em decomposição.
- Transmissão Animal (Zoonótica): Contato direto com as lesões, arranhaduras ou mordidas de animais doentes, sendo o gato o principal vetor, especialmente a espécie Sporothrix brasiliensis.
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Em Humanos:
- Lesão inicial (nódulo) que pode ulcerar.
- Formação de "cordões" ou "rosário" de nódulos ao longo dos vasos linfáticos (esporotricose linfocutânea).
- Formas mais raras podem afetar ossos, articulações e outros órgãos (extracutâneas/disseminadas).
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Em Gatos:
- Feridas na pele que não cicatrizam (face, patas, orelhas).
- Aumento do nariz, espirros, dificuldade para respirar (em casos avançados).
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Diagnóstico:Feito por avaliação clínica e exames laboratoriais, com base nos sintomas e histórico de contato.
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Tratamento (Humanos):Antifúngicos orais (como Itraconazol) por meses, até o desaparecimento das lesões; casos graves podem exigir Anfotericina B.
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Tratamento (Animais):Similar, com medicamentos administrados em alimentos pastosos para facilitar a medicação e evitar o contato com o fungo pelo tutor, sendo o confinamento domiciliar essencial.
- Evitar o contato com gatos de rua ou doentes.
- Usar luvas ao manusear terra, plantas ou materiais orgânicos.
- Manter os animais domésticos dentro de casa (domiciliação) para evitar infecção e transmissão.
- Procurar um médico ou veterinário ao identificar lesões suspeitas.
Este é o tema do nosso podcast e a entrevistada é a Supervisora do Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul, Valéria Grecco.
Você pode conferir na íntegra no nosso canal do YouTube: podperon e pode ser acessado no link abaixo:
https://www.youtube.com/results?search_query=podperon

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