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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

Notícias/Polícia

Cerco policial à aliada de Lula inclui traficante Marcola, chefão do PCC

MPSP acusa Deolane Bezerra de crimes com família do líder nacional da facção preso e alvo de nova prisão preventiva

Cerco policial à aliada de Lula inclui traficante Marcola, chefão do PCC
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O líder nacional da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, também foi alvo da Operação Vérnix, que voltou a prender, na semana passada, a advogada e influencer digital Deolane Bezerra.

A aliada do presidente Lula (PT) é suspeita de atuar em uma organização criminosa que opera na lavagem de dinheiro da facção, sem relatos de envolvimento do petista.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) acusa Deolane de atuar em crimes com família do chefão do PCC e operadores financeiros da organização criminosa de Marcola, que está preso desde 1999, condenado a penas que somam mais de 300 anos de prisão por diversos crimes.

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Um novo mandado de prisão preventiva foi expedido contra Marcola, que cumpre penas na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima do complexo prisional da Papuda, para onde o traficante foi transferido em janeiro de 2023, após passagens por diversos presídios.

Não foram expostas quaisquer evidências de ligação do presidente Lula com os crimes atribuídos à aliada Deolane Bezerra, que participou de um ensaio fotográfico com o chefe do governo do Brasil e a primeira-dama Janja, demonstrando intimidade, antes das operações que levaram a influencer à prisão, pela primeira vez, em setembro de 2024.

Marcola e Deolane foram presos entre seis mandados de prisões preventivas e atingidos por bloqueios de valores superiores a R$ 327 milhões, como medidas cautelares demandas pelo MPSP e a Polícia Civil de São Paulo. E as evidências do elo entre Deolane e Marcola foram identificadas em um aparelho celular apreendido na Operação Lado a Lado, com conversas entre a influenciadora e parentes de Marcola.

Os outros alvos da Vérnix que teriam relação com Deolane são:

  • Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro, preso hoje;
  • Alejandro Camacho, irmão de Marcola, já preso em penitenciária federal;
  • Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, considerada foragida e procurada na Bolívia, com nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol;
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola, considerado foragido e procurado em Madri, com nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol.

Cerco ao PCC

O objetivo da Operação Vérnix é desarticular o complexo esquema de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras. Além de interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar ativos de possível origem criminosa e atingir a estrutura econômica que sustenta a atuação da facção.

Também houve sequestro de 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de 04 imóveis vinculados aos investigados.

“A influenciadora passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando da organização criminosa. Os levantamentos apontaram a utilização de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão”, relatou a polícia judiciária paulista.

Outro lado

A advogada e irmã de Deolane, Daniele Bezerra, manifestou-se em defesa da influenciadora acusada de ligação com Marcola e o PCC. Veja:

Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos.

Acusar é fácil. Difícil é provar. No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expõe, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública… para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi dito. E isso é grave.

Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social.

Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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