Nos últimos dias tivemos a decisão do ministro Edson Fachin sobre os processos envolvendo o ex-presidente Lula, anulando os processos deste do foro de Curitiba! Por seguimento, leva a possibilidade de lançamento de um candidato de esquerda mais competitivo e aumenta o risco de polarização no país, com potenciais consequências negativas sobre a gestão macroeconômica brasileira! Essa decisão também abastece o receio de que o presidente Jair Bolsonaro possa colocar em prática ideias mais populistas diante de riscos maiores para sua reeleição.
Tivemos também, no âmbito internacional, o aumento das Taxas de juros dos vencimento longos dos fundos do tesouro americano/europeus e asiáticos, implicando em maior atratividade relativa da renda fixa frente à variável. Como a taxa de juros americana é a referência global de taxa livre de risco, a escalada de seus juros implica revisar as valorizações futuras dos demais ativos. Ações ligadas a crescimento, cujos fluxos de caixa estão lá na frente, são particularmente afetadas, porque esses fluxos de caixa acabam sendo trazidos ao valor presente.
Internamente foi aprovada a PEC Emergencial aumentando os gastos do governo, porém necessária nesse momento de grande desemprego. Levando preocupação novamente com o teto de gastos do governo.
Outro ponto marcante da semana foi o aumento da taxa de juros SELIC em 75 pontos percentuais, indo a 2,75% ao ano, levando assim a queda do dólar em relação ao real e amenizando a pressão sobre as taxas de juros futura de mercado. Porém, caso essa taxa de juros continue aumentando com o passar dos anos, existe a consequência de migração e volta da atratividade da renda fixa no brasil! Impondo restrições de crescimento e até um teor baixista para a renda variável a longo prazo.
Outro ponto importante é o comportamento do presidente Bolsonaro em relação a pandemia. Aparecendo de máscara, intensificando a defesa da vacinação. Acredito que a nova postura vem como resposta à elegibilidade do ex-presidente Lula, porém seus conselheiros afirmam que foi o susto pelo grande aumento de mortes! Tanto faz, neste momento é a melhor atitude a ser tomada!
Ainda, como últimos acontecimentos, temos a troca do presidente da Petrobras dando um susto no mercado e no dia seguinte foi encaminhado a MP de privatização da Eletrobrás. Ou seja, parece que um ato falho é logo depois erradicado com um ato benéfico à economia, em uma odisseia sem fim!
O Brasil sempre precisa olhar para o abismo, chegar bem perto e resolver se afastar! O problema é que nunca se afasta o bastante!
