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Quarta-feira, 01 de Julho de 2026

Notícias/Polícia

Ação interestadual cumpre 320 ordens judiciais contra núcleo de facção criminosa com atuação em Santa Catarina

Operação Coluna Sul, a maior da história do GAECO do MPSC, cumpre 320 ordens judiciais em seis estados brasileiros.

Ação interestadual cumpre 320 ordens judiciais contra núcleo de facção criminosa com atuação em Santa Catarina
Fotos Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
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Na manhã desta quarta-feira (01/07), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em ação vinculada à 39ª Promotoria de Justiça Comarca da Capital, deflagrou a Operação Coluna Sul, a maior da força-tarefa, destinada a apurar o crime de integrar organização criminosa, no âmbito de investigação que apura a atuação de facção criminosa em seis estados brasileiros: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.  

A Operação Coluna Sul foi deflagrada pelo GAECO do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e representa uma ação vigorosa, destinada a apurar o crime de integrar organização criminosa que pratica e coordena atividades criminosas dentro e fora das unidades prisionais do Estado. 

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Neste momento estão sendo cumpridas 320 ordens judiciais expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, sendo 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão, contra suspeitos de integrarem a organização criminosa.  

A Operação Coluna Sul constitui desdobramento das investigações iniciadas no âmbito da Operação Maserati e tem como objetivo prioritário manter ações firmes contra a capacidade de articulação das atividades da organização criminosa investigada. Conforme apurado, os investigados estariam envolvidos na prática de múltiplos delitos, incluindo organização criminosa, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo. 

Estrutura operacional 

A operação mobiliza em Santa Catarina 103 integrantes do GAECO e aproximadamente 552 agentes de segurança pública, além de empregar 198 viaturas e 2 helicópteros.  

A megaoperação contou com uma ampla mobilização logística do GAECO, que instalou cinco bases operacionais em Santa Catarina: Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste. Em cada uma delas, equipes da força-tarefa atuam de forma integrada para coordenar o cumprimento simultâneo das ordens judiciais. 

A ação contou com a participação integrada de equipes do GAECO, com o apoio externo especializado da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), da Coordenadoria de Operações Policiais com Cães (COPC), do Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (CAOAGRO) e do Serviço Aeropolicial (SAER) por parte da Polícia Civil, de guarnições Patrulhamento Tático, do Canil, das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM) e do Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM) da Polícia Militar, da Diretoria de Segurança e Operações (DSO) com o Grupo Tático de Intervenção (GTI), o Núcleo de Operações Táticas (NOT) a Diretoria de Operações com Cães (DOC) além da Diretoria de Inteligência, todas estruturas da Polícia Penal e guarnições do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

 Fora do Estado, em apoio ao cumprimento das ordens judiciais, atuam os GAECO dos Ministérios Públicos e as forças de segurança do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. 

Agentes do GAECO do Paraná foram alvos de disparos durante a intervenção realizada na região do estado vizinho. Os suspeitos abriram fogo contra os policiais ao perceber a presença da equipe, dando início a um confronto armado. 

Diante da injusta agressão, os policiais do GAECO reagiram para conter a ação dos criminosos e garantir a segurança da operação, que tem como objetivo combater a atuação da facção criminosa. A troca de tiros mobilizou diversas equipes de apoio e reforçou a gravidade da resistência e alta periculosidade apresentada pelos suspeitos, sendo que um deles morreu no confronto. O suspeito, integrante da facção, efetuou disparos contra os policiais fazendo uso de pistola com seletor de rajada.

Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina, que realizará os exames periciais necessários, assegurando a preservação da cadeia de custódia e a integridade das evidências para fins de prova. Após confecção de laudos periciais, as evidências serão analisadas pelo GAECO para dar continuidade às investigações vinculadas à 39ª Promotoria de Justiça da Capital.  

A investigação tramita em sigilo. Assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas. 

Operação Coluna Sul  

O nome "Coluna Sul" foi adotado em razão de ser essa a designação utilizada pelo próprio para o conjunto formado pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, território estratégico para a expansão e o controle da facção na região Sul e Centro-Oeste do país. 

Modelo de trabalho da 39ª Promotoria de Justiça Comarca da Capital 

Para fazer frente à Vara Estadual de Organizações Criminosas, o MPSC implementou um modelo inovador de trabalho. A 39ª Promotoria de Justiça, que já atuava no combate às organizações criminosas na Grande Florianópolis, passou a ter abrangência em todo o estado e é responsável por investigar e processar crimes ligados a organizações criminosas. A proposta é intensificar o combate ao crime organizado com mais inteligência, agilidade e resolutividade.    

A 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital foi ampliada e conta com cinco Promotores de Justiça de entrância especial. A unidade tem uma estrutura própria e diferenciada em termos de equipamentos, equipe e segurança.  Um coordenador foi designado dentre os cinco Promotores de Justiça titulares e tem como atribuições, por exemplo, a distribuição dos procedimentos entre os membros e a interlocução com o Poder Judiciário, Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar, Advogados e demais interessados. 

  GAECO 

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.   

FONTE/CRÉDITOS: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
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