O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou atrás de sua determinação que visava entregar “lacrado” e “acautelado” o material apreendido da operação “Compliance Zero”, deflagrada contra o Banco Master. O magistrado reconsiderou a decisão e destinou o material à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A determinação vem após o pedido do PGR, Paulo Gonet, em manifestação ao resultado da operação que mirou novamente o empresário Daniel Vorcaro e outros empresários, sobre fraudes financeiras envolvendo a liquidação do banco.
Toffoli é relator do caso no STF. A PGR deve fazer a extração completa dos materiais apreendidos envolvendo celulares e computadores.
A PF havia solicitado a extração para o seguimento das investigações. Entretanto, horas depois da operação, Toffoli deferiu fortes críticas ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por suposta “omissão” e “atraso” na realização da operação, assinada pelo ministro na segunda-feira (12). Pela palavra do ministro, após a assinatura, a operação deveria ocorrer num intervalo de 24 horas.
Ao todo, foram apreendidas armas, relógios, carros e dinheiro. Ao todo, cerca de R$ 5,7 bilhões em bens foram bloqueados. As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.
No fim, Toffoli ainda destaca que todos os aparelhos apreendidos estejam carregados e sem acesso à internet e rede telefônica, “para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada”.

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