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Domingo, 19 de Abril de 2026

Notícias/Política

Senador pede quebra de sigilo de empresa da família Toffoli

Suspeitando de blindagem patrimonial, senador pede devassa na Maridt Participações

Senador pede quebra de sigilo de empresa da família Toffoli
Foto Geraldo Magela/Ag.Senado
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) oficializou, perante a CPI do Crime Organizado, um requerimento solicitando a quebra dos sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A.. A entidade em questão é controlada por José Carlos e José Eugênio, irmãos de Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida proposta pelo relator da comissão compreende o intervalo entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2026. Além da quebra de sigilos, o parlamentar pleiteia o envio de Relatórios de Inteligência Financeira por parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A iniciativa fundamenta-se em investigações sobre supostos esquemas de lavagem de dinheiro e conexões com o Banco Master, sugerindo que a Maridt poderia atuar como uma estrutura de fachada para ocultar o destino real de ativos financeiros.

De acordo com a tese de Vieira, os irmãos do magistrado teriam o papel de “laranjas” em uma estratégia de blindagem patrimonial. O senador enfatizou que a solicitação “é uma medida de extrema urgência e necessidade para o deslinde das investigações desta Comissão Parlamentar de Inquérito, que busca desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”.

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O escopo da quebra de sigilo solicitada é abrangente, incluindo o detalhamento de movimentações em contas de depósito, poupança e investimento, além de outros bens mantidos em instituições financeiras. No campo telemático e telefônico, o pedido prevê acesso a registros de chamadas, dados de localização, mensagens e interações em redes sociais como Instagram e Facebook.

A investigação pretende ainda acessar informações de grupos e históricos de conversas em aplicativos como WhatsApp e Telegram. Estão incluídos no requerimento dados vinculados a serviços do Google, o que abarca arquivos armazenados no Google Drive e imagens guardadas no Google Fotos.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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