Durante coletiva de imprensa, na tarde de ontem, Ricardo Salles informou que pediu exoneração do cargo de ministro do Meio Ambiente, o qual ocupava desde janeiro de 2019.
A saída de Salles foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União.
No comando da Pasta, assumiu Joaquim Álvaro Pereira Leite que já atuava como secretário da Amazônia e Serviços Ambientais.
Aos jornalistas Salles disse que cumpriu, ao longo de dois anos e meio, todas orientações recebidas por Bolsonaro. “Procurando colocar em prática, a orientação que foi colocada pelo senhor presidente da República Jair Bolsonaro desde o primeiro dia de governo. Orientação essa que foi de equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação do Meio Ambiente”.
Ricardo Salles é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). No mês passado, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, Salles foi alvo de mandados de busca e apreensão e teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados, no âmbito da Operação Akuanduba, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O órgão apura crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando, praticados por agentes públicos e empresários.
A suspeita é da existência de um esquema internacional de exportação ilegal de madeira. Além do agora ex-ministro, outras 17 pessoas são investigadas. Na época, o STF também determinou o afastamento de Eduardo Bim do cargo de presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
