O reajuste salarial para professores e policiais, contido em projetos enviados pelo Executivo ao Legislativo, voltaram ao debate na sessão de terça-feira (9) da Assembleia Legislativa.
Luciane Carminatti (PT), emocionada após anunciar que fará uma cirurgia no próximo dia 15, pediu aos colegas que comparem a proposta do governo para os professores com a proposta construída pela Comissão Mista do Plano de Carreira do Magistério.
“A diferença está na licenciatura plena e na especialização, um aumento de apenas 10% é o equivalente da inflação do período”, protestou Carminatti, referindo-se ao aumento proposto pelo Executivo aos professores com licenciatura plena e especialização, que representam cerca de 75% da categoria.
Carminatti também lembrou que a Comissão Mista aprovou a convocação dos aprovados no concurso de 2017; o aumento do vale-alimentação de R$ 12 para R$ 25 por dia trabalhado; a criação de uma gratificação pela dedicação exclusiva; a contratação de segundo professor e do orientador de laboratório, entre outros.
Sargento Lima (PL) apoiou a colega, comparou o salário de um professor doutor com o de um cadete da Polícia Militar de Santa Catarina e defendeu um aumento linear para a PMSC.
“Um professor com doutorado, já quase no final de carreira, receberá R$ 8 mil, vai ganhar a metade de um aluno oficial, esse é o pacote que veio da medida vertical apresentada”, discursou Lima, que criticou a decisão de não votar em plenário emenda ao projeto do governo estabelecendo o aumento linear para os policiais militares.
Jessé Lopes (PSL) assegurou que o aumento linear beneficiará cerca de 23 mil policiais militares e lamentou a decisão de não votar em plenário sua sugestão.
“Uma sacanagem não deixar sequer votar no plenário, tudo para não constranger os deputados que votarão contra, deixando-os em situação desconfortável com quem está lá rua lutando por seus direitos”, avaliou Jessé, que prometeu “lutar até o último dia”.
