Uma operação da Polícia Federal teve como um dos alvos de busca e apreensão o empresário Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor e atual integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão.
A investigação foca em desarticular uma estrutura criminosa voltada a fraudes contra instituições bancárias. Segundo registros do Diário Oficial da União, Rubini possui assento no órgão consultivo da Presidência da República desde agosto de 2025, com permanência prevista até março de 2027.
O empresário faz parte de um grupo de mais de cem nomes selecionados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor o colegiado no ano passado. Procurada, a defesa de Rubini declarou que ainda não teve acesso prévio aos detalhes do processo e que se posicionará no momento adequado. Até o fechamento desta edição, o Palácio do Planalto não havia respondido aos questionamentos da reportagem.
A ofensiva policial também alcançou o atual CEO da Fictor, Rafael Góis. Em comunicado, a representação jurídica do executivo e da empresa confirmou o cumprimento do mandado e o recolhimento do aparelho celular de Góis.
“Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido. Tão logo sua defesa tenha acesso ao conteúdo da investigação, serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de elucidar os fatos”, detalhou a nota.
As apurações da PF indicam que o esquema pode ter vitimado não apenas a Caixa Econômica Federal, mas também o Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Safra e o Banco Master, este último teria recebido uma oferta de compra pela Fictor no final do ano passado. O inquérito que apura as atividades do grupo empresarial foi instaurado em fevereiro deste ano.
O Conselhão, estabelecido originalmente em 2003, atua como um braço de assessoramento direto ao Chefe do Executivo, sendo responsável pela produção de diagnósticos e sugestões sobre políticas públicas. Os membros são escolhidos pessoalmente pelo presidente, levando em conta a influência setorial e a competência técnica para colaborar com o crescimento do país.
Após ser extinto em 2019 pelo governo anterior, o órgão foi retomado em 2023 com a inclusão do termo “Sustentável”, visando priorizar a pauta ambiental. A atual formação é plural, reunindo desde lideranças indígenas e movimentos sociais até representantes do agronegócio e do setor financeiro.

Comentários: