Passada a excitação com a vitória contra Lula na Câmara com a aprovação do projeto antifacção, a oposição desconfia da repentina valentia de Hugo Motta (Rep-PB) na tramitação do texto. Isso porque o presidente da Câmara, avaliam ao menos três líderes na Casa, expôs o relator Guilherme Derrite (PP-SP) ao desgaste por não ser firme no início da tramitação.
Na planilha da oposição, os votos no placar final estavam na conta desde a última semana, mas Motta hesitou e não votou.
Derrite pode alçar voos mais altos, como suceder ao governador Tarcísio de Freitas (Rep) ou o Senado, vagas que têm interesse de petistas.
O governo tentou emplacar no projeto de Derrite, que é militar, a conversa mole de que enfraqueceria a Polícia Federal (PF). Não colou.
Também sobraram reclamações após Motta não aceitar investidas da oposição que tentou equiparar facções criminosas e milícias a terroristas.
Do lado governista, não se esquece a escolha do relator. Tampouco perdoam não ter adiado a votação, pedido feito duas vezes no plenário.

Comentários: