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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
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No aniversário de 67 anos, homem reencontra irmãs após mais de 50 anos com ajuda da PCSC

Em menos de dois dias a equipe de Policiais encontrou a família

No aniversário de 67 anos, homem reencontra irmãs após mais de 50 anos com ajuda da PCSC
Fotos PCSC
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Irmãos reunidos
Irmãos reunidos

O aniversário de 67 anos de José Francisco Garcia Pessoa ficará marcado por um reencontro esperado durante praticamente toda a vida. Nesta quarta-feira (09/09), ele pôde abraçar duas de suas irmãs depois de décadas de separação. Com Jovelina Garcia Pessoa, de 60 anos, o encontro aconteceu mais de seis décadas depois da última vez em que estiveram juntos. A reunião da família foi possível após um trabalho realizado pela Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) da Polícia Civil de Santa Catarina.

A busca começou de uma maneira inesperada. No dia 1º de setembro, José Francisco passava em frente à DPPD, em Florianópolis, quando viu a placa da unidade policial. Depois de tantos anos sem notícias dos irmãos, resolveu entrar e pedir ajuda para encontrar a família.

O que ele talvez não imaginasse era que, em menos de dois dias, a equipe da Polícia Civil conseguiria localizar seus familiares. E que, oito dias depois, justamente no dia de seu aniversário, estaria frente a frente com duas de suas irmãs.

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Uma família separada pelo tempo

Natural de São José do Cerrito, José Francisco faz parte de uma família de 14 irmãos. Ainda adolescente, viveu uma perda que mudaria a trajetória de todos. A mãe morreu em Lages poucos dias depois de dar à luz o filho mais novo. José tinha apenas 13 anos. Após a morte da mãe, os irmãos foram, aos poucos, seguindo caminhos diferentes e a família acabou se separando.

Ao longo da vida, José Francisco morou em diferentes cidades e estados. Passou por Blumenau e Joinville, viveu no Paraná e em São Paulo e, mais tarde, retornou a Santa Catarina, onde morou em Itajaí até chegar a Florianópolis. Foi na Capital que conheceu sua esposa, com quem está casado há 42 anos.

Mesmo com o passar das décadas, a lembrança dos irmãos permaneceu. “Foi um presente de Deus encontrar minhas irmãs neste aniversário. Estou feliz da vida. Eu sentia falta delas, sonhava com elas e dizia que um dia iria encontrá-las. Mas, depois de tantos anos, eu não esperava encontrar tão rápido”, contou José Francisco.

Em menos de dois dias, a família foi localizada

Quando chegou à DPPD, José Francisco foi atendido pela colaboradora da delegacia, a auxiliar administrativa Adriana Ventura Silva. A partir das informações fornecidas por ele, o caso foi encaminhado à equipe de investigação.

O delegado Abel Mantovani Bovi, titular da DPPD, explica que os policiais iniciaram levantamentos e pesquisas nos sistemas disponíveis à Polícia Civil. “Após coletarmos as informações, começamos os trabalhos de levantamento e pesquisa nos sistemas disponíveis da PCSC e conseguimos localizar seus familiares e agendar o encontro dele com as irmãs para hoje, justamente na data em que ele comemora 67 anos”, afirmou.

Depois que os contatos foram localizados e repassados, os irmãos começaram a conversar por telefone. Durante quase uma semana, as ligações foram diárias até que chegasse o momento do encontro presencial.

Nesta quarta-feira, Jovelina Garcia Pessoa, de 60 anos, que mora em Balneário Camboriú, e Marta Garcia Pessoa, de 57 anos, moradora de Navegantes, foram até a DPPD, em Florianópolis, para finalmente abraçar o irmão.

“Saber que ele estava vivo me deu um alívio”

Para Jovelina, a notícia trazida pela Polícia Civil teve um significado ainda mais especial. Ela conta que havia recebido a informação de um tio de Lages de que José Francisco teria morrido. Por isso, quando recebeu o contato da delegacia dizendo que o irmão estava vivo e procurava pela família, a surpresa veio acompanhada de alívio.

“Foi muito bom saber. A gente tinha acabado de enterrar um dos meus irmãos e descobrir que o José estava vivo me deu um alívio. No meu caso, eu não o via há mais de 60 anos. É muito triste saber que um irmão morreu sem a gente conseguir se ver”, contou.

Marta também carregava uma lembrança de infância que atravessou as décadas. Quando os policiais ligaram para falar de José Francisco, uma das primeiras coisas que perguntou foi sobre os dedos do irmão. 

Quando jovem, José sofreu um acidente de trabalho em uma máquina e perdeu a ponta de dois dedos. A característica havia permanecido na memória de Marta durante todos esses anos. “Eu sempre quis conhecê-lo novamente, porque ele era um irmão de quem eu tinha uma boa lembrança. Estou muito feliz de poder passar o aniversário dele com ele”, afirmou.

Um aniversário compartilhado

A data do reencontro ainda reservava outra coincidência. Adriana, que fez o primeiro atendimento de José Francisco na DPPD, também completou aniversário nesta quarta-feira: fez 57 anos de idade. No mesmo dia, ela celebrou ainda 11 anos de trabalho na unidade policial e seu aniversário de casamento.

Para ela, acompanhar o abraço entre os irmãos transformou a data em uma celebração ainda mais significativa. “Foi uma tarde muito especial. Ajudar as pessoas é o que torna o nosso trabalho gratificante. Ainda mais hoje, quando completo 11 anos de serviço na unidade, além de ser meu aniversário e aniversário de casamento. Ver um encontro desses fez eu ganhar o meu dia”, disse Adriana.

Para José Francisco, porém, o presente que esperou por décadas chegou exatamente no dia em que completou 67 anos. Depois de uma história marcada pela separação da família ainda na adolescência, ele deixou a Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas não apenas com informações sobre o paradeiro dos irmãos, mas com novos abraços, contatos recuperados e a possibilidade de reconstruir os vínculos interrompidos pelo tempo.

FONTE/CRÉDITOS: Comunicação Social da Polícia Civil de Santa Catarina

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