O Planalto insiste que a visita de Lula (PT) a Donald Trump serviu para reiterar a “soberania mineral” nas reservas brasileiras de terras raras, mas a oposição sente forte odor de defesa de interesses dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, em plena Casa Braca.
Trump mandou investigar a JBS por prática abusiva de preços quando petista chegava a Washington. Não é a primeira vez que Lula é acusado de governar com o dedo no gatilho dos interesses privados dos seus empresários favoritos.
Joesley e Wesley têm investido pesado nos minerais críticos, via LHG Mining, incluindo o tema “terras raras”, que Lula pôs na mesa de Trump.
Por isso, falar em terras raras quando a JBS é investigada nos EUA, para a oposição, soa como troca de favores disfarçada de “política de Estado.”
Para deputados de oposição, a visita a Trump não foi sobre “soberania mineral” brasileira. Foi sobre proteger (e viabilizar) o império da J&F.

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