Os líderes do Governo no Congresso se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para amenizar o ofício enviado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que pediu explicações sobre R$ 8,5 bilhões em emendas.
A reunião se deu na Presidência do Senado e contou com a presença dos senadores Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo na Casa Alta, e Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do Governo no Congresso.
Os representantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alegaram que por se tratar de um pedido de explicações, não seria motivo para justificar um novo ponto de conflito entre os Poderes.
A explicação teria sido bem recebida por Alcolumbre. Dino determinou que, em 10 dias úteis, o governo, Congresso e partidos políticos expliquem as chamadas “emendas de comissão paralelas” e um possível “novo orçamento secreto” no Ministério da Saúde.
A base governista na Câmara tem receio de que o ato do ministro prejudique o andamento da MP (medida provisória) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enviará ao Congresso com alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
MOTTA IRRITADO
Mais cedo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou às pressas uma reunião com os líderes da Casa. Este jornal digital apurou que os deputados se irritaram com a decisão de Dino. Motta teria dito que não pautaria nenhum projeto do governo caso o magistrado voltasse a bloquear as verbas.

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