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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Gilmar é criticado por ‘legislar’ e descriminalizar uso de cocaína

Parlamentar afirma que decisão do STF invade competência do Congresso e ignora impactos sociais

Gilmar é criticado por ‘legislar’ e descriminalizar uso de cocaína
FOTO Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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O deputado federal Messias Donato (Rep-ES) criticou o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que defendeu a descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal.

Para o parlamentar, a manifestação do decano da Corte representa uma invasão direta da competência do Congresso Nacional, além de desconsiderar os impactos sociais do consumo de entorpecentes.

Veja abaixo o vídeo que mostra o momento em que Gilmar defende a posição:

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Gilmar se pronunciou durante o julgamento do Recurso Extraordinário 1.549.241, que envolve uma ré acusada de tráfico de drogas no município de Encantado, no Rio Grande do Sul, flagrada com 0,8 grama de cocaína e 2,3 gramas de maconha. O ministro afirmou que a conduta não teria “ofensividade suficiente” para justificar punição penal.

“A ofensividade da conduta do recorrente é tão irrisória que fica descartada a possibilidade de um risco de dano ao bem jurídico tutelado pela norma jurídico-penal”, declarou o ministro.

A posição foi rechaçada por Messias Donato. Segundo o parlamentar, a decisão ignora a realidade enfrentada por milhares de famílias brasileiras.

“Só uma mãe sabe o peso de ter um filho perdido nas drogas. Tratar o porte de cocaína como algo irrelevante é fechar os olhos para uma tragédia social que destrói lares todos os dias”, afirmou o deputado.

Donato também alertou para o que chamou de ativismo judicial. Para o parlamentar, o STF não pode legislar sobre temas sensíveis sem passar pelo crivo do Congresso Nacional:

“Descriminalizar drogas é uma decisão política e legislativa. O Congresso foi eleito para debater esse assunto com a sociedade. Ministro do Supremo não pode substituir a vontade popular”.

O deputado ainda defendeu que o Parlamento reaja institucionalmente. Ele destacou a necessidade de projetos de lei e até propostas de emenda à Constituição para reafirmar que cabe ao Legislativo definir o que é crime e quais condutas devem ser punidas.

Para Donato, o episódio simboliza um desvio de função do Judiciário.

“O Brasil não pode ser governado por decisões isoladas de ministros. O Congresso precisa se posicionar em defesa da Constituição e das famílias brasileiras”, concluiu.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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