Empresas associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentaram mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2024, segundo investigação da Receita Federal que culminou na Operação Spare.
Para ocultar os recursos ilícitos, os suspeitos utilizavam postos de combustíveis, motéis, negócios de fachada e fintechs, além de operar com dinheiro em espécie e maquininhas de cartão, e investiam os valores em bens de alto valor, como imóvel, um iate de 23 metros, dois helicópteros e um Lamborghini Urus avaliado em cerca de R$ 4 milhões.
As apurações indicam que mais de 60 motéis, registrados em nome de “laranjas”, movimentaram cerca de R$ 450 milhões, com lucro estimado em R$ 45 milhões. As empresas envolvidas emitiram apenas R$ 550 milhões em notas fiscais e recolheram R$ 25 milhões em tributos federais durante esse período, o que representa 2,5% da movimentação financeira apurada. O lucro estimado para os envolvidos chegou a quase R$ 90 milhões.
A Operação Spare deu cumprimento a 25 mandados de busca e apreensão em municípios da região metropolitana de São Paulo e interior, como Santo André, Osasco e Barueri. A estrutura criminosa pode ter sido montada por meio de cerca de 400 postos de combustíveis sob controle formal de um operador central e seus associados.

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