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Quinta-feira, 05 de Marco de 2026

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Dívida Pública Federal pode bater R$10,3 trilhões até o fim de 2026

Nova estratégia do governo busca atrair investidores com juros básicos em patamares elevados

Dívida Pública Federal pode bater R$10,3 trilhões até o fim de 2026
Foto Rafael Neddermeyer/ABr
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A Dívida Pública Federal deve encerrar o ano de 2026 situada em um patamar entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Os números foram apresentados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira, 28, durante a divulgação do Plano Anual de Financiamento (PAF) para este exercício.

Em 2025, o endividamento do governo federal já havia ultrapassado a marca recorde de R$ 8,6 trilhões. Agora, a nova estratégia do governo busca reduzir a fatia de títulos prefixados e elevar a participação de papéis corrigidos pela Selic.

Atualmente, os títulos vinculados aos juros básicos da economia representam 48,3% da dívida total. O novo plano permite que esse índice alcance até 50% da composição da carteira ao fim de dezembro.

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Essa mudança visa atrair investidores em um momento no qual as taxas estão no maior nível em quase dois anos. Por causa de variações na Selic, o custo do endividamento pode aumentar imediatamente quando o Banco Central reajusta a taxa básica.

O governo também estabeleceu metas específicas para outros tipos de ativos financeiros. Os títulos corrigidos pela inflação devem variar entre 23% e 27% do total da carteira do Tesouro.

Já os papéis vinculados ao câmbio devem representar de 3% a 7% da composição final da dívida. O plano estipulou o prazo médio de vencimento da dívida pública entre 3,8 e 4,2 anos.

Para garantir a capacidade de pagamento em cenários de instabilidade, o governo mantém um colchão de liquidez de R$ 1,187 trilhão. Esse montante cobre os vencimentos da dívida interna por um período de pouco mais de sete meses.

Mesmo com a preferência por papéis flutuantes, o órgão defende que os títulos prefixados trazem maior previsibilidade ao orçamento. Nesses casos, o governo sabe exatamente o valor que pagará no momento do resgate dos títulos pelos investidores.

Contudo, em períodos de instabilidade econômica, essas taxas prefixadas costumam ser mais altas que a Selic. Consequentemente, elas elevam o custo total da dívida pública para os cofres da União.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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