Quem manda no asfalto no Rio de Janeiro não é o Estado, é o tráfico, que retalia a ação policial como se governasse.
Ações de guerrilha das facções parou o Rio na semana passada. Tiroteio, postos de saúde fechados, 19 ônibus sequestrados, vias bloqueadas, escolas sem aula. Enquanto isso, o Supremo (STF) avalia há 8 meses se deixa ou não a polícia executar o Plano Estratégico de Reocupação Territorial que o governo do Rio mandou em dezembro. A PGR faz “ressalvas”.
Alexandre de Moraes pediu mais análise, mas, na rua, a análise já veio: ônibus viram barricada, ao som de granadas e fuzis, a cidade tem medo.
Estudos indicam que 35% da população da Região Metropolitana do Rio vive sob o controle de facções e milícias. São 4 milhões de reféns.
Caminhoneiros pagam pedágio para não ser assaltados, moradores são obrigados a pagar gás, internet e até cigarros fornecidos pelos bandidos.
O crime mata, tortura, trafica, prende, até decreta fé religiosa autorizada. Define o preço do medo, enquanto Brasília discute “letalidade policial”.

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