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Sabado, 18 de Abril de 2026

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CPI do Crime Organizado ouve Ricardo Lewandowski nesta terça-feira

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura o tamanho e influência do crime organizado ouve o ministro da Justiça e Segurança

CPI do Crime Organizado ouve Ricardo Lewandowski nesta terça-feira
Foto Ag.Câmara
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, confirmou presença na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, marcada para hoje (terça-feira - 9), às 9h, no Senado.

A oitiva foi requerida pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e tem como objetivo principal colher subsídios técnicos e estratégicos para o diagnóstico da ameaça representada pelas organizações criminosas no Brasil.

Durante a audiência, Lewandowski deve detalhar as ações desenvolvidas pelo seu ministério desde sua posse, com ênfase nas políticas de enfrentamento ao crime organizado, ao tráfico de drogas, ao contrabando de armas e à lavagem de dinheiro. A expectativa é que o ministro apresente dados atualizados sobre operações integradas, apreensões recordes e os desafios enfrentados na coordenação entre forças federais, estaduais e municipais.

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Parlamentares aliados e oposicionistas aguardam posicionamentos do ministro do governo Lula (PT) sobre temas polêmicos, como: a efetividade do bloqueio de celulares nos presídios, o combate ao tráfico de armas e drogas na fronteira com Paraguai, Bolívia e Colômbia, além da utilização de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

Combate ao crime

O mesmo requerimento do senador Alessandro Vieira convida outras três autoridades de peso para prestar esclarecimentos à CPI nos próximos dias: José Múcio Monteiro Filho, ministro da Defesa; Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF); e Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Embora as datas exatas para essas oitivas ainda não tenham sido confirmadas pela mesa da comissão, a presença dos quatro principais responsáveis pela segurança pública e inteligência nacional é considerada essencial para traçar um panorama completo da atuação do Estado brasileiro contra facções criminosas e milícias.

O relator da CPI destaca que “o enfrentamento eficaz do crime organizado não é tarefa de um único órgão, mas exige uma atuação coordenada, sinérgica e robusta de múltiplas esferas do Poder Executivo”. O senador reforça a necessidade de integração entre inteligência estratégica, repressão qualificada, controle do sistema prisional e cooperação internacional.

“A experiência prática dessas autoridades é fundamental para que a CPI consiga elaborar um diagnóstico preciso da ameaça e, principalmente, propor políticas públicas efetivas e duradouras”, afirmou Alessandro Vieira.

CPI do Crime Organizado

Instalada em 2025, a CPI do Crime Organizado tem como foco investigar a expansão territorial das facções criminosas, o financiamento dessas organizações (incluindo rotas de lavagem de dinheiro e criptomoedas), o controle de presídios e a infiltração em instituições públicas. A comissão também analisa a eficiência das atuais políticas de segurança pública e eventuais lacunas legislativas que favorecem a impunidade.

A convocação de Lewandowski ocorre em um momento de alta tensão no cenário nacional, com registros de ataques ordenados de dentro dos presídios, disputas por pontos de tráfico em diversas regiões e aumento da violência interestadual. Especialistas apontam que o crime organizado brasileiro já movimenta dezenas de bilhões de reais por ano, superando em alguns estados o orçamento destinado à segurança pública.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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