Antes mesmo de comparecerem às reuniões da CPI do MST, os convidados do colegiado estão sofrendo ataques nas redes sociais.
O ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Xico Graziano, virou alvo de ataques e xingamentos virtuais depois de anunciar sua ida à CPI.
Além de agrônomo, Graziano foi presidente do Incra durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Também é autor de dez livros sobre reforma agrária, um dos fundadores do PSDB e um crítico das invasões de terra.
Militantes de movimentos sociais e de partidos ligados à esquerda têm usado a internet para atacar os críticos das ações do MST.
“Fui convidado a estar na CPI e fui com gosto, mas não participarei de bate-boca. Vou apresentar um relatório sobre o processo da reforma agrária no Brasil”, afirmou em entrevista à Veja.
CPI do MST
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST foi instalada em 17 de abril pelo presidente da Câmara dos Deputados (Arthur Lira (PP-AL) para investigar a atuação do movimento. O relator do caso é o deputado Ricardo Salles (PL-SP), que atuou como ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro (PL).
A comissão tem prazo previsto de 120 dias, a ser finalizado em 28 de setembro de 2023, com reuniões que devem acontecer às terças e quintas-feiras.
Ela foi apresentada por deputados da oposição após registros de terras invadidas em áreas do sul da Bahia e Goiás.
A criação do colegiado foi aplaudida por integrantes da oposição, já que é vista como uma maneira de pressionar o governo e investigar invasões de terras em áreas do sul da Bahia e Goiás e outras regiões.
Além de Salles, os também autores do requerimento de criação da CPI, os deputados Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS) e Kim Kataguiri (União Brasil-SP) atuam no colegiado como presidente e vice-presidente respectivamente.
