Declaração do ex-líder do PT na Câmara Lindbergh Farias (RJ) de que seu partido apoiaria a criação de CPI para investigar a fraude do Banco Master pegou de surpresa uma boa parte dos petistas.
A ala baiana do PT, incluindo Rui Costa (Casa Civil), não quer nem ouvir falar em CPI.
O temor é que a CPI avance sobre o CredCesta, consignado para servidores da Bahia entregue de bandeja para o Banco Master, e arraste o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) e antecessores para o centro do escândalo, Costa e o atual líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Até dias atrás, o líder do governo Lula na Câmara José Guimarães (PT-CE) descartava apoio a qualquer CPI para investigar o Master.
Com o escândalo colando no governo, parte do PT resolveu apoiar a investigação, mas nada de assinar a CPMI, puxada pela oposição.
Para fazer o filme, o PT só apoia os pedidos de Fernanda Mechionna (Psol-RS), Heloísa Helena (Rede-RJ) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Na Câmara e Senado, é hoje perto de zero a chance de instalação de CPIs envolvendo o Master. Se sair, e olhe lá, será uma preguiçosa CPMI.

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