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Terça-feira, 21 de Abril de 2026

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Ao lado de Lula, presidente da Colômbia defende legalização da cocaína

Se a cocaína fosse legalizada, não haveria destruição da Amazônia', disse Gustavo Petro durante evento em Manaus

Ao lado de Lula, presidente da Colômbia defende legalização da cocaína
FOTO Ricardo Stuckert/PR
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu, durante evento em Manaus com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a legalização da cocaína.

“Se a cocaína fosse legalizada no mundo, não haveria essa destruição da selva amazônica. Esse é um tema de discussão. A América Latina também deveria discutir sem temor, sem constrangimento, sem vergonha de discutir (…) Os gringos agora estão usando o fentanil e morrem aos milhares. E quando era cocaína morriam muito menos. E quando era maconha menos ainda. E agora coisas piores que a maconha, por exemplo, o álcool”, disse Petro durante a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia.

O presidente colombiano também criticou a política de encarceramento por drogas, afirmando que muitos jovens estão presos apenas por fumar maconha. Para ele, isso demonstra uma “estupidez latino-americana”.

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Petro afirmou que “jovens que fumavam um cigarro de maconha agora estão presos” e destacou que “a cocaína está enriquecendo as máfias”.

“Cocaína vendida como vinho”

Não é a primeira vez que Petro faz esse tipo de defesa. Em fevereiro, durante um conselho de ministros transmitido ao vivo, ele disse que “a cocaína é ilegal porque é produzida na América Latina, não porque é pior que o uísque”.

“Os cientistas analisam. A cocaína não é pior que o uísque”, afirmou Petro na ocasião. Ele também declarou que “se alguém quer paz, deve desmantelar o negócio [do narcotráfico]” e que isso só seria possível se a droga fosse legalizada e vendida como vinhos.

As declarações já provocaram forte reação política na Colômbia. Em maio, o ex-ministro de Relações Exteriores, Álvaro Leyva Durán, chegou a pedir a renúncia de Petro, acusando o presidente de ser viciado em cocaína.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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