O ex-assessor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Eduardo Tagliaferro afirmou que foi procurado pelos Estados Unidos para “levar” o “material” que tem sobre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Ele não especificou o cargo do representante que entrou em contato com ele nem o período da tentativa. Também não informou se enviou as informações aos EUA.
“Os Estados Unidos me procuraram para poder levar o material. Sim, me procurou. Porém, eu não tenho lado político. Não tenho esquerda, não tenho direita”, disse. “Nunca fui uma pessoa envolvida em política até eu entrar no TSE. Enquanto eu tiver vida e liberdade, eu vou denunciar onde eu puder.”
Tagliaferro foi ouvido como testemunha de defesa da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados nesta 4ª feira (17.set.2025). O processo analisa a cassação da deputada, que está presa na Itália, onde aguarda o julgamento de pedido de extradição para o Brasil. Ele falou sobre a aproximação dos EUA ao responder os questionamentos do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS).
O congressista havia perguntado se Tagliaferro iria acionar autoridades externas: “O senhor publicou nas suas redes sociais ‘um Eduardo incomoda incomoda muita gente, 2 Eduardos incomodam muito mais'”, disse Mattos em uma referência à atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O post em questão foi feito em 2 de agosto no Instagram.
“O senhor já foi procurado ou procurou autoridades norte-americanas? Que tipo de conversa teve com eles? Vamos ter mais um lá jogando os EUA contra o Brasil e o Brasil contra os EUA?“, perguntou Mattos. O deputado também questionou por que o ex-assessor não divulgou as informações que afirma ter. Em resposta, disse que a imprensa não quis ouvi-lo.

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