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Domingo, 08 de Marco de 2026

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Rússia usou o Brasil como base para infiltrar espiões

Agentes com identidades falsas viveram no país para montar coberturas antes de atuarem em missões no Ocidente, diz New York Times

Rússia usou o Brasil como base para infiltrar espiões
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Uma investigação conduzida pelo New York Times revelou que a Rússia utilizou o Brasil como ponto estratégico para estabelecer uma rede de espiões como identidades falsas. Esses agentes, treinados pelo serviço de inteligência russo, viveram no país por anos, criando laços sociais e profissionais para sustentar suas coberturas, antes de serem ativados em operações no exterior.

Um dos casos destacados é o de Artem Shmyrev, agente russo que viveu no Rio de Janeiro sob a identidade falsa de Gerhard Daniel Campos Wittich, um suposto brasileiro de 34 anos. Durante seis anos, Shmyrev manteve uma vida aparentemente comum, operando uma empresa de impressões 3D e mantendo um relacionamento com uma brasileira. No entanto, ele possuía documentos falsificados, incluindo certidão de nascimento e passaporte brasileiros. Mensagens trocadas com sua esposa na Rússia, também agente de inteligência, indicam sua ansiedade por ser ativado em missões.

Além de Shmyrev, outros agentes russos estabeleceram-se no Brasil com identidades forjadas. Alguns abriram negócios, como uma loja de jóias, enquanto outros atuaram como modelos ou pesquisadores. Um casal frequentemente viajava para Portugal, reforçando suas coberturas. Esses agentes não tinham como objetivo espionar o governo brasileiro, mas sim criar identidades sólidas para operações em países como Estados Unidos, Europa e Oriente Médio.

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A Polícia Federal brasileira, em colaboração com agências de inteligência de países como Estados Unidos, Israel, Holanda e Uruguai, identificou nove agentes russos em território nacional. A operação, denominada “Leste”, resultou na prisão de dois desses agentes. A atuação brasileira foi crucial para desmantelar essa rede de espionagem, dificultando a realocação de dos agentes identificados e forçando alguns a retornarem à Rússia.

Um caso notório é o de Sergey Cherkasov, que tentou ingressar na Holanda, mas teve sua entrada negada. Posteriormente, ele entrou no Brasil por São Paulo, onde foi monitorado pela Polícia Federal e detido por portar documentos falsos, apesar de alegar ser brasileiro.

A equipe da Polícia Federal responsável por essas investigações é a mesma que atuou nas apurações sobre a tentativa de golpe envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e alguns de seus ministros. A revelação dessa rede de espionagem russa no Brasil destaca a importância da cooperação internacional na segurança e inteligência.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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